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Política

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Bolsonaro recua de ideia de 'único ato' e marca protesto por anistia na Paulista em 6 de abril

Ex-presidente queria concentrar esforços em ato no Rio e tinha orientado que aliados não realizassem manifestações em outras cidades em 16 de março; agora, anunciou novo ato, em São Paulo

26 fev 2025 - 14h20
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuou da ideia de um "único ato" em Copacabana, no Rio de Janeiro, e convocou para 6 de abril um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, em prol da anistia.

Além do ex-presidente, o pastor Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro, organiza a manifestação. O protesto no Rio de Janeiro segue marcado para 16 de março.

Jair Bolsonaro durante ato do Dia da Independência na Avenida Paulista em 2024
Jair Bolsonaro durante ato do Dia da Independência na Avenida Paulista em 2024
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O ex-secretário de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou no X (antigo Twitter) que havia ordem "expressa" do ex-presidente para que os esforços da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fossem centrados em um protesto no Rio.

Nesta quarta-feira, 26, porém, Malafaia divulgou um comunicado convocando apoiadores do ex-presidente para a Avenida Paulista. Mas na nova data. Em vídeo ao lado de aliados, compartilhado pelo pastor, o ex-presidente diz: "A nossa pauta: anistia e liberdade de expressão. Até lá, se Deus quiser".

A anistia defendida por Bolsonaro se refere aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Há projetos na Câmara e no Senado para perdoar condenações criminais de vândalos que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. A proposta mais avançada tramita na Câmara e aguarda análise de uma comissão especial, que ainda não foi instalada.

Os efeitos de uma lei aprovada nesse sentido poderiam, em tese, beneficiar o ex-presidente. Ainda é incerto que eles se aplicariam ao caso de Bolsonaro, mas ele tem se mobilizado para articular uma possível aprovação.

Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito da tentativa de golpe. O ex-presidente foi denunciado por cinco crimes que, somados, podem condená-lo a condenado a mais de 43 anos de prisão, consideradas as penas máximas para cada delito e os agravantes.

Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro rebateu a denúncia da PGR chamando-a de "inepta", "precária" e "incoerente". Os advogados do ex-presidente também alegam que a denúncia é baseada em um acordo de colaboração "fantasioso" do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

A Paulista já foi o local de um protesto a favor do ex-presidente em 25 de fevereiro de 2024, duas semanas depois da deflagração da Operação Tempus Veritatis, que integrou a investigação a tentativa de golpe. Em 7 de setembro do ano passado, aliados de Bolsonaro voltaram a realizar uma manifestação no local.

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