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Pena de morte não fará parte do governo, diz Bolsonaro

Declaração é resposta ao filho, Eduardo, que defendeu a pena para traficantes de drogas e autores de crimes hediondos.

16 dez 2018
10h55
atualizado às 11h19
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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), escreveu neste domingo, 16, em sua conta no Twitter que o assunto pena de morte não fez parte de sua campanha. "Além de tratar-se de cláusula pétrea da Constituição, não fez parte de minha campanha. Assunto encerrado antes que tornem isso um dos escarcéus (sic) propositais diários."

A afirmação é uma resposta à reportagem publicada neste domingo pelo O Globo. Na manchete, o jornal informa que Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP), defendeu a possibilidade de pena de morte para traficantes de drogas e autores de crimes hediondos.

Bolsonaro em Brasília
 20/11/2018   REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro em Brasília 20/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

O deputado deseja implementar um sistema parecido ao da Indonésia, onde esteve em 2017 em visita a presídios onde dois brasileiros foram executados por tráfico de drogas.

Filho mais atuante de Bolsonaro, o deputado reconhece, na entrevista ao jornal, que é uma cláusula pétrea da Constituição, porém argumenta que existem exceções. "Uma é para o desertor em caso de guerra. Por que não colocar outra exceção para crimes hediondos?", questiona.

Estadão

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