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Bolsonaro diz que ainda não entrará em "guerra da reeleição"

Em evento em Brasília, presidente fez aceno ao mercado, afirmando que não vê motivos para trocar o ministro da Economia, Paulo Guedes

27 set 2021 11h53
| atualizado às 12h04
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Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
15/09/2021 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 15/09/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 27, que não vai ainda entrar na corrida pela reeleição, apesar de ter concentrado as últimas semanas de seu governo em atos que tentam melhorar sua popularidade e, em um aceno ao mercado, afirmou que não vê motivos para trocar o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em evento no Palácio do Planalto que lançou um programa de crédito da Caixa e marcou o início das comemorações de mil dias do governo, Bolsonaro afirmou que uma troca de Guedes só aconteceria se fosse para ter alguém com uma política oposta a praticada hoje, e que o relacionamento dos dois é baseado em uma "confiança de mão dupla".

Em seu discurso, disse ainda que os debates para as eleições em 2022 foram adiantados, mas que ele não iria "entrar ainda na guerra da reeleição."

Apesar disso, o presidente tem uma agenda nesta semana de viagens pelas cinco regiões do país com inaugurações e lançamentos, além de ter participado nos últimos meses de várias motociatas e outros eventos para demonstrar que tem apoio.

Em seu discurso, Bolsonaro também levantou, mais uma vez, o risco que seria ter um presidente com outra orientação política em seu lugar.

"A eleição de 2018 foi atípica, não vai acontecer de novo em 100 anos outra como essa. Temos que aproveitar a oportunidade", disse.

De acordo com as pesquisas eleitorais mais recentes, Bolsonaro está em segundo lugar com grande desvantagem para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detentor atualmente de um patamar de intenção de voto próximo ao necessário para liquidar o pleito no primeiro turno.

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