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Bolsonaro confirma que "a princípio" BB será de Brandão

Presidente afirmou que ainda vai confirmar nome do ex-presidente do HSBC Brasil em conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes

2 ago 2020
11h30
atualizado às 11h35
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BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 2, que o novo presidente do Banco do Brasil deverá ser mesmo o ex-presidente do HSBC Brasil André Brandão e para bater o martelo na decisão vai conversar na segunda-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília
24/07/2020 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro em Brasília 24/07/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"A princípio é ele", disse Bolsonaro ao ser perguntado se André Brandão seria o nome para o posto. "Vou falar com Guedes amanhã. Tenho total confiança no Paulo Guedes. A escolha é dele, ele é que sabe como deve funcionar o Banco do Brasil",

A declaração de Bolsonaro foi dada a jornalistas quando ele estava em uma padaria no Lago Norte, bairro nobre de Brasília. Ele parou no estabelecimento durante passeio de moto que fez pela cidade nesta manhã. Ele saiu do Palácio da Alvorada por volta das 9h, mas já voltou à residência oficial.

Conforme o Estadão/Broadcast informou, a indicação de André Brandão para comandar o BB representa uma vitória para a ala "pragmática" do governo. Se confirmado, ele vai substituir Rubem Novaes, de 74 anos, que anunciou sua saída do cargo no início da semana passada. A escolha de Brandão foi antecipada na sexta-feira, 31, pela colunista Sonia Racy, do Estadão.

Novaes pediu demissão em meio a um desgaste e também por causa da pressão de dirigir o banco. Apesar de ser um nome com o aval do ministro Guedes, o executivo era também ligado ao "guru" Olavo de Carvalho, que tem criado polêmicas e atrapalhado a pauta do governo no Congresso. Além disso, o desempenho do BB na área de crédito também seria insatisfatória. Em meio à pressão, ele avisou Bolsonaro e Guedes que estava de saída no dia 24.

O governo vive neste momento uma "limpa" da área ideológica, justamente para agradar o mercado financeiro e principalmente o Legislativo e os partidos do chamado Centrão, que agora formam a base de apoio do governo Bolsonaro. Ao escolher um nome de mercado — Brandão tem 17 anos de HSBC e mais de uma década de Citibank —, o consenso é de que o nome reforça o cacife de Guedes no governo.

A confirmação de Brandão no cargo depende ainda de ritos internos do BB e do governo, mas a expectativa é de que a indicação oficial se seu nome seja feita amanhã.

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