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Base de Crivella contabiliza apoio para barrar impeachment

Vereadores aliados ao prefeito do Rio afirmam ter 30 votos para frear processo que será discutido hoje na Câmara Municipal

12 jul 2018
05h12
atualizado às 07h44
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Vereadores governistas contabilizaram nesta quarta-feira, 11, pelo menos 30 votos, de um total de 51, para barrar o pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) em sessão extraordinária nesta quinta-feira, 12, na Câmara Municipal do Rio. A avaliação de que o processo será barrado é feita até mesmo por fontes ligadas à oposição, cuja disposição é desgastar ao máximo a base do prefeito.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio pelo PRB 
Marcelo Crivella, prefeito do Rio pelo PRB
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Crivella foi flagrado oferecendo a líderes religiosos supostas vantagens, como cirurgias grátis para fiéis e facilidades para isenção de IPTU para templos. As ofertas suspeitas foram feitas em reunião fechada no Palácio da Cidade, na semana passada, revelada pelo jornal O Globo.

Nesta quarta-feira, a avaliação da prefeitura e seus apoiadores era de que a oposição não teria muito mais do que os 17 votos que conseguiu para aprovar o requerimento de convocação da reunião. Para aprovar o impeachment, são necessários 34 votos.

As articulações do governo estão a cargo do secretário da Casa Civil, Paulo Messina. Quadro do PRB e visto como "primeiro-ministro", Messina obteve uma vitória nesta quarta-feira. O prefeito demitiu Cesar Benjamin, desafeto de Messina, do cargo de secretário de Educação. Os dois secretários estavam em atrito.

Benjamin publicou uma carta em sua página no Facebook comentando sua exoneração. "Toda a articulação para a minha saída foi feita pelas minhas costas. Não recebi sequer um telefonema. O prefeito agradeceu desta maneira a minha dedicação à causa da educação."

A prefeitura não comentou a demissão. A Secretaria de Educação é considerada um ativo importante na disputa política desta quinta-feira, na sessão que está marcada para começar às 14h.

'CPI da Márcia'

A vereadora Teresa Bergher (PSDB) anunciou esta quarta-feira que pedirá a abertura da "CPI da Márcia" - em referência à servidora Márcia Nunes, que, na reunião com líderes religiosos, foi citada pelo prefeito como a pessoa que poderia resolver questões de saúde, como as cirurgias.

O Tribunal de Contas do Município também vota nesta quinta-feira o julgamento das contas da gestão do prefeito.

Protesto

Manifestantes invadiram nesta quarta-feira a sede administrativa da prefeitura do Rio, no Centro, e foram expulsos por guardas municipais. Eles pediam, com ironia, para falar com "Márcia". Segundo a prefeitura, o ato acabou em poucos minutos e o grupo "só aceitou se retirar após um pedido da Guarda Municipal".

O vereador David Miranda (PSOL), que acompanhava os manifestantes, porém, relatou que a corporação agiu com truculência. A Casa Civil negou.

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Estadão Conteúdo

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