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54,3% consideram governo Bolsonaro 'ruim' ou 'péssimo', mostra pesquisa

28 jan 2022 18h16
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Pesquisa semanal Modalmais realizada em parceria com a AP Exata, divulgada nesta sexta-feira, 28, mostra que os índices de popularidade do governo Bolsonaro permanecem estáveis, mas continuam a mostrar um cenário ruim para o governo. De acordo com o levantamento, os que consideram o governo como "ruim" ou "péssimo" são 54,3% (0,1 ponto porcentual a mais do que na última pesquisa), uma rejeição "muita alta", segundo o documento.

Outros 23,8% consideram a administração "ótima" (0,1 ponto porcentual a menos que no levantamento anterior) e aqueles que avaliam o governo como "regular" representam 21,9% (0,1 p.p. a menos).

A pesquisa destaca nesta semana o acirramento de ânimos entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Executivo. Nesta sexta-feira, Bolsonaro não compareceu à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para prestar depoimento sobre o vazamento de dados sigilosos de investigação da Polícia Federal que apura ataques hackers às urnas eletrônicas, contrariando o que decidiu o ministro Alexandre Moraes no dia anterior.

"O episódio é mais um capítulo que alimenta a narrativa de que o STF atrapalha propositalmente o governo", diz trecho do levantamento. "Bolsonaristas veem o Tribunal como oposição e como uma corte de esquerda, empenhada em ajudar a eleger Lula. Diante dessas interpretações, seguem muito proeminentes nas redes os pedidos de impeachment para os ministros, sobretudo Moraes."

Na economia, a pesquisa também mostra que a PEC dos Combustíveis, proposta por Bolsonaro para reduzir a tributação sobre combustíveis, energia e gás, causou muitas críticas ao governo. "A maioria discordou que a proposta tenha efeito visível nos preços e previu agravamento da inflação e disparada do dólar. Informações recentes indicam que o presidente pode ter desistido de apresentar a PEC, levando a novas acusações de 'amadorismo'", aponta.

Na mira das críticas, está o ministro da Economia, Paulo Guedes. "A maioria acusa Paulo Guedes de ter perdido qualquer controle sobre a Economia e ser um mero 'assistente' de Ciro Nogueira (Casa Civil). Muitos questionam a utilidade de Guedes e suas funções no governo." Recentemente, Bolsonaro editou um decreto determinando que atos relacionados à gestão do Orçamento público terão de ter aval prévio da Casa Civil, em mais um movimento para empoderar o Centrão às vésperas da campanha eleitoral em que pretende se reeleger.

Estadão
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