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Ubiratan: voz com sotaque gaúcho é de jornalista

10 set 2007
23h01
atualizado em 24/7/2012 às 10h24
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

Uma das provas que a defesa da advogada Carla Cepollina, 41 anos, pretende levar à Justiça em sua defesa não passa de um mal entendido. A voz com sotaque gaúcho gravada na secretária eletrônica da casa do coronel Ubiratan Guimarães é de um jornalista que ligou para a residência dele horas depois de o corpo ter sido localizado pela polícia, um dia depois da morte. Carla é acusada de ter matado Guimarães na noite do dia 9 de setembro do ano passado.

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O jornalista gaúcho Alessandro Reis, 32 anos, que na época era plantonista da madrugada no Terra, e hoje trabalha no jornal Agora São Paulo, ligou para a casa do coronel em busca de informações sobre a sua morte, que àquela altura já era uma informação pública. Segundo ele, a ligação ocorreu nas primeiras horas do dia 11 de setembro, depois que o corpo havia sido localizado, no final do dia 10.

Porém, o telefone tocou várias vezes até cair na caixa postal, quando foi ouvida uma mensagem gravada pela vítima do homicício. Surpreso ao ouvir a voz de Guimarães, o jornalista comentou com um colega que estava ao seu lado, com sotaque típico do Rio Grande do Sul: "Bah, é a voz do morto".

Essa frase acabou gravada na secretária eletrônica do coronel e posteriormente chegou à polícia, durante as primeiras investigações do caso.

A defesa de Carla Cepollina quer usar um relatório elaborado pelo Setor de Homicídio da Corregedoria da Polícia Militar que aponta que o recado deixado na secretária eletrônica é das 21h15 do dia 10 de setembro, antes de o corpo ter sido encontrado, o que só aconteceria mais de uma hora depois.

Com isso, a defesa pretende mostrar que outras pessoas sabiam da morte do coronel, inclusive o suposto assassino. As investigações apontam que Carla foi a última pessoa que esteve no apartamento de Guimarães antes de sua morte.

Porém, outro relatório, este realizado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mostra que a ligação do jornalista ocorreu às 2h28 do dia 11 de setembro e não às 21h15. Nesse horário foi registrada uma outra ligação, não identificada, segundo relato do DHPP.

Fonte: Terra
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