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SP: casal gay reconhece agressores, não presta queixa e grupo é liberado

Vítimas foram agredidas em frente a bar na rua Augusta, quando aguardavam a chegada de um táxi. Quatro suspeitos foram detidos

6 nov 2013 12h34
| atualizado às 12h37
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A polícia apreendeu facas, canivetes e uma marreta com pregos na ponta
A polícia apreendeu facas, canivetes e uma marreta com pregos na ponta
Foto: Edison Temoteo / Futura Press

O casal de homossexuais agredido na madrugada desta quarta-feira na rua Augusta, na Consolação, região central de São Paulo, reconheceu dois dos quatro skinheads detidos pela Polícia Militar suspeitos de participar do crime. No 78º DP, porém, as vítimas preferiram não prestar queixa contra os agressores, que foram ouvidos e liberados pela Polícia Civil.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um artista plástico de 23 anos e um estilista de 34 anos estavam em frente a um bar da rua Augusta, por volta das 4h. Enquanto aguardavam a chegada de um táxi, o casal foi abordado por um grupo de skinheads, que passaram a ofender as vítimas e a agredi-las com golpes de mochila na cabeça. Uma das vítimas disse à polícia que sentiu que havia algo duro dentro da mochila. Cercado pelos agressores, o casal foi salvo por um segurança do bar, que abriu a porta do comércio para que as vítimas pudessem se proteger.

Vejam crimes de ódio que chocaram o País Foto: Reprodução
Vejam crimes de ódio que chocaram o País
Foto: Reprodução
 

Policiais militares que faziam patrulhamento na região foram acionados, e questionaram as vítimas sobre as características dos suspeitos. Em seguida, quatro pessoas foram localizadas, sendo três homens e uma mulher. Durante revista pessoal, a PM encontrou na mochila de um deles um bastão de madeira com pregos e um nunchacku, arma usada em modalidades de artes marciais. Na bolsa da mulher, havia um canivete e uma faca.

Os objetos foram apreendidos para perícia, e os quatro suspeitos foram levados ao 78º DP, onde o caso foi registrado como lesão corporal e injúria. Dos quatro detidos, dois homens foram reconhecidos pelas vítimas como os responsáveis pelas agressões. No entanto, como as vítimas não quiseram denunciá-los formalmente, eles foram liberados.

O casal foi encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa, onde receberam atendimento médico.

Fonte: Terra
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