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Sobe para 399 número de presos em onda de ataques no Ceará

Na madrugada deste sábado, 18.º dia de ataques, criminosos provocaram uma explosão em uma ponte em Fortaleza

19 jan 2019
20h50
atualizado às 21h09
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Balanço da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, divulgado neste sábado, 19, aponta que 399 pessoas foram presas ou apreendidas por suspeita de participar da onda de ataques que atinge o Estado desde o dia 2 de janeiro. Nesta madrugada, 18.º dia de ataques, criminosos provocaram uma explosão em uma ponte em Fortaleza.

Na sexta, três homens haviam sido presos após incendiar um ônibus na capital e criminosos também chegaram a explodir poste do metrô e a trocar tiros em agência bancária. O governador Camilo Santana (PT) pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, reforço no quadro de agentes penitenciários nas unidades prisionais do Estado.

Ataques no Ceará começaram no dia 2 de janeiro e já somam mais de 190 episódios em 43 municípios
Ataques no Ceará começaram no dia 2 de janeiro e já somam mais de 190 episódios em 43 municípios
Foto: EPA / BBC News Brasil

Embora afirme que o número de ataques tenha diminuído nos últimos dias, Santana defendeu que seria necessário continuar alerta para evitar reação de facções criminosas. Desde início, o crime organizado é o principal suspeito de ter ordenado os ataques. Em entrevista ao Estado, no entanto, o governador não descartou envolvimento de milícias.

No período, prédios públicos, viadutos, estradas, ônibus e locais com veículos foram incendiados ou atingidos de alguma forma ao longo dos ataques. Para combater os criminosos, o governo acionou policiais militares da reserva: cerca de 800 dos 1,2 mil PMs aposentados apresentaram-se à corporação.

Homens da Força Nacional também reforçam as ações de segurança no Ceará desde o início do mês. A ofensiva teria começado em reação à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e às medidas anunciadas como a não separação de presos em presídios por facção./COM AGÊNCIA BRASIL

Estadão

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