Polícia Civil coleta imagens de tiroteio em hotel no Rio
- Luis Bulcão Pinheiro
- Direto do Rio de Janeiro
Os policiais da 15ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro vão coletar, na tarde desta segunda-feira, as imagens feitas pelas câmeras de segurança de condomínios próximos à área onde ocorreu o tiroteio entre policiais e traficantes, que culminou no sequestro de 35 pessoas no Hotel Intercontinental, em São Conrado.
O objetivo é identificar o bando que trocou tiros com a polícia. De acordo com a Polícia Militar, o grupo pertencia ao tráfico da Rocinha e estaria retornando de uma festa quando, por acaso, se deparou com uma viatura da PM. Os policiais chamaram reforço e o tiroteio começou. Testemunhas dos prédios dizem ter avistado pelo menos cinco vans e dois carros pertencentes ao grupo, que seria formado por cerca de 60 pessoas.
Até agora, a Polícia Civil, responsável pela investigação da ocorrência, admite ter visto em imagens 29 bandidos. Os dez homens que buscaram refúgio no Hotel Intercontinental, fazendo 35 reféns, foram presos. Um deles foi identificado como Ítalo de Jesus Campos, 26 anos, o Perninha, um dos principais ajudantes de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha. De acordo com a polícia, até agora não houve testemunho que apontasse a participação de Nem no tiroteio.
Adriana Duarte Oliveira, que seria tesoureira do grupo, foi morta durante o confronto. Outro suspeito foi preso ao descer a Rocinha em uma ambulância e buscar socorro em um hospital da Penha.
Entenda o caso
Por volta das 8h de sábado, um grupo de traficantes entrou em confronto com a Polícia Militar nas proximidades da favela da Rocinha. Dez criminosos fugiram e invadiram o Hotel Intercontinental, no bairro de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. Na troca de tiros, morreu Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, 41 anos. Segundo a PM, a mulher fazia parte do grupo e havia mandado de prisão temporária expedido contra ela desde fevereiro.
Sete pessoas ficaram feridas, mas quatro já receberam alta. Os traficantes fizeram 35 reféns, entre hóspedes e funcionários, na cozinha do estabelecimento. Depois de quase duas horas de negociação com o Bope, o grupo se entregou. Com eles, foram apreendidos oito fuzis, cinco pistolas, munição, granadas e rádios.