0

PF prende diretores de construtora por crimes financeiros

25 mar 2009
09h06
atualizado às 18h39
  • separator

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira quatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa, suspeitos de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A Operação Castelo de Areia, que ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, resultou ainda na apreensão de mais de R$ 1 milhão em escritórios localizados na capital fluminense.

A quadrilha, segundo a PF, movimentava dinheiro de origem ilícita por meio de empresas de fachada e operações feitas por doleiros. Os suspeitos são acusados de realizar movimentações financeiras nacionais e internacionais não-declaradas à Receita Federal.

Segundo a PF, a quadrilha movimentava dinheiro por meio de operações conhecidas como dólar-cabo, como são chamadas as remessas internacionais ilegais por meio de compensação, promovidas por redes de doleiros. No total, dez pessoas foram presas na ação, entre funcionários da construtora e doleiros.

A PF esteve nesta manhã na sede da Camargo Corrêa, em São Paulo, para cumprir parte dos dez mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo a PF, a operação foi denominada Castelo de Areia em razão do envolvimento da construtora no esquema.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a Camargo Corrêa informou que foi surpreendida com a operação, "quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal". A empresa disse não ter tido acesso ao teor do processo que autorizou as buscas e as prisões e informou ainda "que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa".

Entre os crimes cometidos pela quadrilha estão evasão de divisas, operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude a licitações, os quais somados podem chegar a 27 anos de prisão.

Veja também:

Governo teme que atos de rua cresçam e se tornem pró-impeachment
Fonte: Terra
publicidade