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Operação conjunta prende 1,6 mil pessoas em São Paulo

Objetivo era cumprir mandados expedidos desde 2015 que não tinham sido efetuados; 68 adolescentes foram apreendidos

13 set 2018
17h59
atualizado às 18h25
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Uma operação das Polícias Civil e Militar prendeu, até o fim da tarde desta quinta-feira, 13, 1.653 pessoas e apreendeu 68 adolescentes em diversas cidades do Estado de São Paulo. A maioria (1.113) foi presa por ter cometido crimes, enquanto cerca de 600 foram detidas por mandados cíveis decorrentes de não pagamento de pensão alimentícia. A ação segue ocorrendo, e o número total pode aumentar.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o objetivo da operação era executar mandados expedidos desde 2015 cujo cumprimento não tenha sido efetuado com sucesso anteriormente, em razão de não localização do acusado, por exemplo.

A Secretaria da Segurança Pública disse que a maioria dos mandados focava em pessoas procuradas pelos crimes de roubo, furto e tráfico de drogas
A Secretaria da Segurança Pública disse que a maioria dos mandados focava em pessoas procuradas pelos crimes de roubo, furto e tráfico de drogas
Foto: Gilberto Marquers / Governo de São Paulo

No total, as polícias tentaram dar cumprimento a 6,5 mil mandados. A polícia também prendeu 51 pessoas que foram flagradas cometendo crimes, como tráfico de drogas ou porte de arma de fogo.

Onze armas e 940 quilos de drogas (930 kg de maconha) foram apreendidos durante a operação. As polícias disseram ter notificado com antecedência a Secretaria da Administração Prisional (SAP), a quem caberá custodiar os presos, e o Judiciário, que deve em até 24 horas realizar audiências de custódia com todos os detidos nas diferentes cidades.

O Estado revelou em 2017 que São Paulo é o Estado com maior número de mandados de prisão não cumpridos: naquele ano, o número chegava a 175.219, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para o secretário-adjunto de Segurança, Sérgio Turra Sobrane, o número reflete a "efetividade das polícias e do Judiciário", assim como o "grande volume de crimes praticado no Estado". Ele diz, no entanto, que essa quantidade não reflete a quantidade exata, pois pode haver mais de um mandado para a mesma pessoa. Nesta quinta, disse, contra uma das pessoas presas constavam 14 mandados.

Sem apresentar detalhes, a pasta disse que a maioria dos mandados focava em pessoas procuradas pelos crimes de roubo, furto e tráfico de drogas. O comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Marcelo Vieira Salles, acredita que a operação mande uma mensagem contra a sensação de impunidade.

"É preciso que haja a noção de que há punição para quem comete crimes. Além disso, a ação tirou de circulação pessoas que mesmo com mandados continuavam praticando crimes. Ela continuava na prática criminosa", disse o oficial.

O delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Bicudo, destacou a integração entre as polícias que permitiu a execução da operação. "É uma demonstração inequívoca de que estamos atuando de forma conjunta. Quem ganha é a sociedade. Quem perde é o marginal", disse.

O secretário-adjunto foi questionado se a operação teria relação com o pleito eleitoral que se aproxima, já que o atual governador, Márcio França (PSB), é candidato à reeleição e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está concorrendo à Presidência da República. Ele negou.

"A polícia tem que fazer o trabalho dela. Não há atrelamento com o processo eleitoral. Não há conotação política", disse.

Estadão Conteúdo

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