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MPF pede a PM restrição de uso de armas em protestos no RJ

Medida vale em especial para o próximo domingo, no entorno do Maracanã, onde será realizado o jogo final da Copa das Confederações

28 jun 2013
16h59
atualizado às 17h08
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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro recomendou ao Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, que restrinja o uso de armamentos de baixa letalidade nas manifestações, em especial no próximo domingo, no entorno do Maracanã, onde será realizado o jogo final da Copa das Confederações

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O MPF recomendou ainda que a PM não use “em hipótese alguma” armas de baixa letalidade que não estejam em absolutamente de acordo com os padrões legais, em especial bombas de gás lacrimogêneo com concentração de produto químico superior aos limites permitidos. Em algumas cidades onde houve necessidade de uso de bombas de gás lacrimogêneo, artefatos com o prazo de validade vencido foram utilizados, como em São Paulo e Porto Alegre.

Segundo o MPF, não devem ser utilizados também, em hipótese alguma, armamentos recém-adquiridos, como “canhão sônico” ou “canhão d'água”, se os equipamentos ainda não tiverem sido testados, fiscalizados e aprovados. Caso a recomendação não seja cumprida, o MPF afirma que poderá adotar “todas as medidas judiciais cabíveis”. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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