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Confusão com torcida no Maracanã resulta em 29 feridos

Entrada para o público só foi liberada às 17h30, quando a partida já tinha passado da metade do primeiro tempo

17 fev 2019
20h50
atualizado às 21h05
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O Vasco conquistou neste domingo a Taça Guanabara - o primeiro turno do Campeonato Carioca -, mas a vitória de 1 a 0 sobre o rival Fluminense tornou-se secundária. O resultado foi ofuscado pela confusão que marcou a partida do lado de fora do estádio do Maracanã, com bombas de efeito moral, tiros com munição de borracha e cargas de cavalaria do PM.

A ação policial resultou em pelo menos 29 feridos. O tumulto aconteceu porque uma decisão judicial, tomada de madrugada - quando 30 mil ingressos já tinham sido vendidos - inicialmente impediu que o público entrasse. A entrada só foi liberada às 17h30, quando a partida já tinha passado da metade do primeiro tempo.

Torcedores do Vasco são dispersados com bombas lançadas por policiais militares em acesso do Estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde este domingo (17), depois do Juizado Especial Criminal (Jecrim) determinar portões fechados na partida entre Vasco e Fluminense pela final da Taça Guanabara 2019. A decisão veio quando os torcedores já estavam no entorno do Estádio, provocando tumulto e confusão. Por volta das 17h30, o acesso de torcedores foi liberado.
Torcedores do Vasco são dispersados com bombas lançadas por policiais militares em acesso do Estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde este domingo (17), depois do Juizado Especial Criminal (Jecrim) determinar portões fechados na partida entre Vasco e Fluminense pela final da Taça Guanabara 2019. A decisão veio quando os torcedores já estavam no entorno do Estádio, provocando tumulto e confusão. Por volta das 17h30, o acesso de torcedores foi liberado.
Foto: MARCELO DE JESUS/RAW IMAGE / Estadão

Vascaínos e tricolores disputavam o setor sul do Maracanã. O Vasco, que tinha o mando de campo, manteve a venda de ingressos para sua torcida na área das arquibancadas que ocupa desde a inauguração do estádio, em 1950. O Fluminense alegava que, por contrato com o Complexo Maracanã, tinha direito a usar o mesmo espaço, fosse ou não o mandante da partida. O clube das Laranjeiras obtivera liminar garantindo a prerrogativa, mas o rival recorreu. Os tricolores então, alegando problemas de segurança, requereram que o clássico fosse com portões fechados.

A desembargadora de plantão, Lucia Helena do Passo, atendeu ao pedido. A magistrada entendeu que o contrato do clube com o Complexo Maracanã era omisso em relação à situação que se apresentou e também viu problemas de segurança. Determinou que o dinheiro dos ingressos fosse devolvido. Os dois clubes chegaram a fazer um acordo para abertura do estádio durante o jogo, com o Vasco assumindo o risco de pagar R$ 500 mil em multa, mas o Juizado Especial Criminal (Jecrim) não aceitou.

A decisão elevou a tensão. Torcedores chegavam para assistir ao jogo e eram impedidos de entrar. Por volta das 17 horas, uma grade foi derrubada e começou o tumulto. Cavalarianos do Regimento de Polícia Montada investiram contra alguns torcedores, enquanto que bombas explodiam em meio ao corre-corre. Houve pelo menos quatro registros policiais. A multidão chegou a se dispersar, mas, perto das 17h30, voltou a se aglomerar.

Quando uma nova confusão era iminente, a entrada foi liberada pela Justiça. Com algum tumulto, os torcedores entraram no estádio, quando o jogo já tinha mais de 30 minutos. Foi, porém, uma partida praticamente de torcida única: havia muito poucos torcedores tricolores. A maioria do público presente assistiu à vitória cruzmaltina, com gol de falta de Danilo Barcelos, aos 35 da segunda etapa.

Estadão

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