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Ataques no RJ: 12 suspeitos são mortos em confrontos com a polícia

24 nov 2010
12h39
atualizado às 15h52
Luis Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

Pelo menos 12 suspeitos morreram e 13 foram presos durante as operações policiais desta quarta-feira que buscam coibir os ataques que vêm acontecendo desde o final de semana no Rio de Janeiro, de acordo com a Polícia Militar. Um PM também ficou ferido nos confrontos.

Policial ferido após conflito é encaminhado a hospital no Rio
Policial ferido após conflito é encaminhado a hospital no Rio
Foto: AFP

Quatro suspeitos morreram em confronto com a polícia no Jardim Floresta, às 10h. Também às 10h, três supostos criminosos morreram em tiroteio na comunidade de Guaxa. Outros três homens foram mortos em Rocha Miranda, na comunidade "Faz quem quer", em confronto com soldados do 9º BPM. Mais dois mortos foram confirmados na tarde desta quarta-feira, pela PM.

Além disso, já foram apreendidos um fuzil AR-15, uma espingarda calibre 12, 10 pistolas e revólveres, um submetralhadora, uma granada, duas bombas caseiras, uma moto roubada e uma garrafa pet com líquido inflamável.

Por volta das 15h, duas grandes operações eram realizadas pela polícia para combater os ataques. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) trabalhavam junto com o 16º Batalhão na região de Olaria, nas localidades de Chatuba e Vila Cruzeiro. A outra operação acontecia na região de Caxias, comandada pelo 15º Batalhão.

Violência
A onda de ataques teve início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro.

Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso.

Ainda no domingo, em arrastão na Via Dutra, uma quadrilha armada bloqueou um trecho da pista sentido São Paulo, na altura de Pavuna, e roubaram um Kia Cerato e um Prisma. Na ação, uma das vítimas, identificada como Guilherme Feitosa da Silva, 26 anos, foi baleado na cabeça e levado em estado grave para o Hospital Getúlio Vargas.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro, um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que queimaram os carros no Trevo das Margaridas.

À noite, criminosos atearam fogo em outros dois veículos na rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.

Já na manhã desta terça-feira, dois homens foram mortos a tiros em um Honda Civic na rodovia Washington Luís, altura do km 122. A PM diz que não há relação entre este crime e os ataques anteriores.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu a escalada de violência à atuação do Estado no combate à criminalidade nas favelas. "Sem dúvidas isso tem relação com a nossa política de segurança pública", afirmou, referindo-se à implantação de unidades de polícia pacificadora (UPPs).

Nesta terça-feira, a cúpula da Polícia Militar anunciou a operação "Fecha Quartel", que prevê colocar todos os homens nas ruas para reforçar o patrulhamento. A PM informou que reduzirá as folgas dos policiais gradativamente até o ano que vem, além de prometer a contratação de 7 mil policiais. Para o combate ao crime, a corporação ainda utilizará o Batalhão de Choque e 140 motocicletas.

Fonte: Redação Terra
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