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Pazuello volta a afirmar que vacinação contra Covid-19 deve começar em janeiro

16 set 2020
20h17
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O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, voltou a afirmar, nesta quarta-feira, que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil deve começar em janeiro, uma vez que o governo espera receber até lá as doses compradas junto ao laboratório britânico AstraZeneca.

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao lado do presidente Jair Bolsonaro em cerimônia de posse no Planalto
16/09/2020
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao lado do presidente Jair Bolsonaro em cerimônia de posse no Planalto 16/09/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"A partir de janeiro é a chegada das doses e, sim, começaria-se a vacinação. O cronograma assinado é dessa forma, podendo ser antecipado caso haja antecipação de datas. Nós temos o maior plano de imunização no mundo em termos de área abrangida e efetiva, vacinada", disse Pazuello em sua primeira entrevista após a efetivação no cargo.

Pazuello disse que o país já tem bem claro quais seriam os públicos alvos, dizendo que eles são "mais sensíveis" e já há uma linha de trabalho nesse aspecto.

"Quais são os públicos-alvo? Qual é a sequência? Isso faz parte de um plano que está sendo desenhado ainda", observou.

Diferentes candidatas à vacina contra o novo coronavírus estão sendo testadas no país. Na semana passada, a principal aposta do governo federal --a vacina elaborada pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca-- teve testes interrompidos temporariamente após a ocorrência de um efeito adverso.

Os testes foram retomados nesta semana, inclusive com ampliação do número de voluntários no Brasil. O governo federal firmou acordo com a AstraZeneca para compra de até 100 milhões de doses da vacina e posterior produção local, após a mesma ser aprovada para aplicação na população.

Pouco antes da entrevista, no discurso durante sua efetivação no cargo, Pazuello afirmou que o Brasil está vencendo a guerra contra a Covid-19 e as atividades estão voltando ao normal, apesar de o Brasil ainda registrar um elevado número de óbitos por dia devido à pandemia. [L1N2GD2N3]

O ministro afirmou que medidas adotadas pelo governo à frente da pasta conseguiram uma "estabilidade bem definida", com as Regiões Norte e Nordeste com queda confirmada e os Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentando tendência de redução.

Apesar de os dado apontarem uma redução nas últimas semanas, o número de mortes semanais pela Covid-19 no Brasil ainda está entre os maiores do mundo, com média de 715 óbitos por dia na última semana epidemiológica.

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