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Jovens se reúnem em Vitória para missa de envio da JMJ

21 jul 2013
20h58
atualizado às 20h58
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Na manhã deste domingo, cerca de 500 jovens se reuniram na Praça do Papa em Vitória (ES) para a missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Pessoas de toda a região metropolitana se juntaram aos peregrinos de nove países, entre eles Venezuela, Argentina, Alemanha e África do Sul. O evento encerra a pré-jornada, que teve a semana missionária, e dá início à caminhada de pelos menos 3 mil capixabas ao encontro com o papa Francisco no Rio de Janeiro.

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O arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, destacou a importância da participação de jovens estrangeiros. Para ele, essa troca de experiências entre os jovens brasileiros e peregrinos de diversos países reanima a presença da juventude na Igreja Católica.

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“É muito bom para nós que acolhemos a juventude de outros países, reforça a nossa fé e o entusiasmo. Os jovens sabem que há milhares de jovens anunciando Jesus, então nós vamos nos reforçar na fé. Para eles também é bom, pois veem a nossa cultura e a nossa vivência de fé. É um intercâmbio profundo e muito bom para a nossa juventude capixaba”, diz o arcebispo de Vitória.

O local onde aconteceu a missa de envio chama-se Praça do Papa, em homenagem ao papa João Paulo II, em sua visita a Vitória na década de 90. O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (MD), esteve presente, e falou sobre a importância da JMJ para a capital do Espírito Santo.

“É muito importante para a cidade de Vitória estar inserida na visita do Papa. Temos hoje aqui um evento que enche o coração de alegria. Vitória recebe esses peregrinos, essas centenas de jovens, em primeira mão. Essa praça é do Papa. O papa Francisco está aqui hoje em espírito, e reúne com alegria toda a comunidade católica que está em festa. E Vitória, na frente do Convento da Penha, recebe 500 jovens de vários países,” disse Luciano Rezende.

Dom Luiz reforça o momento histórico da visita do primeiro Papa latino-americano, e deseja que ele retorne ao Vaticano feliz com a recepção brasileira. “O Papa é um símbolo. Ele é um homem que faz a unidade de todos nós, tem a missão de Pedro. Ele preside a igreja católica, e é um estímulo na fé e na caridade para todos nós. É uma pessoa que nós amamos, e temos muito no nosso coração. É uma honra para o Brasil. Eu espero que ele seja bem acolhido e volte muito bem impressionado com o acolhimento dos brasileiros,” destacou o arcebispo de Vitória.

O professor acredita que a origem latino-americana do papa Francisco também é um sinal de mudanças que devem ocorrer na Igreja. "É o primeiro papa do terceiro mundo e seguramente vai inaugurar uma dinastia de papas que virão da África da Ásia e da América latina, onde vivem 60% dos católicos. Acho que começa uma nova história da Igreja, com um novo estilo de papado: não mais imperial, monárquico, mas sim pastoral. Ele está mostrando isso. O tempo é curto para ver as consequências, mas todo mundo está se realinhando à forma mais comedida e simples que ele está inaugurando", disse.

Sobre as recentes manifestações populares no país, Leonardo Boff destacou que o Papa deve manifestar o desejo de que as autoridades brasileiras ouçam as demandas dos jovens, que pedem melhor qualidade de vida para o povo. "A causa deles é justa e está conforme o Evangelho. (…) Creio que o papa vai fazer um apelo também às autoridades para que escute os cidadãos e não governe de costas para o povo. Acho que ele é um homem corajoso, que fala a verdade. Não usa metáforas e nem discursos vaporizados, que vão escondendo as contradições. Ele fala sobre as contradições e sobre a nossa responsabilidade em resolvê-las", analisou

O teólogo não acredita que a vinda do Papa possa despertar protestos ou manifestações. "Os jovens já entenderam que ele (o Papa) está do lado deles e não contra eles. O povo brasileiro é acolhedor e hospitaleiro, não fará manifestações contra o Papa. Haverá manifestações ao estilo do que houve até agora, sem auxílio de partido e sem movimentos identificados. É o povo que está na rua reclamando outro tipo de governo, outro tipo de democracia, outro tipo de relação para com a população, que não seja esta autoritária, mediada por políticos corruptos. Essas manifestações poderão continuar e o papa seguramente vai entender e apoiar isso. Seguramente vão abrir ala e aplaudir o Papa. (…) Não temo que haja distúrbios, pelo contrário: será muito emblemática a presença dele. Ele é Francisco. Francisco não é um nome. É um projeto de Igreja: diferente, unida, popular, pobre e amante da natureza, chamando todos os seres, como chamava são Francisco, de irmãos e irmãs. Irmãos e irmãs a gente trata bem, cuida e não entra em conflito com eles", concluiu

Papa Francisco no Brasil
Com um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países.

O evento marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março desde ano. O Pontífice chega ao Rio de Janeiro na tarde do dia 22 de julho, com retorno a Roma previsto para o dia 28. Sua agenda no Brasil contempla a visita à comunidade de Varginha, no complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, e ao Hospital São Francisco de Assis. Além disso, terá um encontro com a sociedade no Theatro Municipal, no centro da cidade, e ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. O ponto alto fica por conta de duas grandes celebrações na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, nos dias 25 e 26.

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Fonte: Especial para Terra
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