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Gilberto Carvalho diz que protestos podem comprometer visita do Papa

21 jun 2013
14h04
atualizado às 16h07
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Ministro diz que governo vê com preocupação escalada de violência em protestos pelo País
Foto: Mauro Pimentel / Terra

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu nesta sexta-feira que as manifestações que ocorrem Brasil desde a semana passada podem comprometer a visita que o papa Francisco realizará no mês que vem para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O ministro manifestou sua preocupação em reunião fechada para a imprensa com várias autoridades para tratar sobre os preparativos da visita do pontífice, mas suas palavras foram captadas por câmeras de televisão autorizadas a realizar imagens.

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

"Temos uma série de complicações e preocupações. O que está ocorrendo (as manifestações) pode ter reflexo na Jornada (Mundial da Juventude)", afirmou Carvalho. "A Jornada pode, nós temos de ter clareza, ocorrer dentro de um clima que não vou dizer igual aos dias de hoje, pois a conjuntura evolui tão rapidamente que não temos como profetizar como vai acontecer, seria temerário. Mas teremos de estar preparados para a Jornada ocorrer inclusive em um clima com manifestações no País", disse.

O secretário-geral da Presidência garantiu que o governo fará todo o possível para garantir o sucesso da visita que o papa realizará ao Rio de Janeiro entre 22 e 28 de julho.

Sérgio Cabral fala sobre atuação da polícia em protestos no RJ

Carvalho acrescentou que a própria presidente Dilma Rousseff está preocupada com a situação gerada pelas manifestações e que poderá realizar um pronunciamento sobre o assunto hoje mesmo. "Dilma está preocupada. Vamos convocar a sociedade brasileira para adotar medidas de contenção. Temos que impedir esse tipo de manifestações que não trazem nada de bom ao País", afirmou.

Segundo Carvalho, o governo festeja mobilizações que mostram a maturidade da democracia brasileira mas lamenta os atos de vandalismo registrados em algumas das manifestações. "Ver a Esplanada (dos Ministério) dessa forma, ver edifícios atacados como o Palácio do Itamaraty e a Catedral, não podemos aceitar", afirmou.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

EFE   
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