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MG: restos mortais de militante morto durante a ditadura são exumados

12 ago 2013
21h26
atualizado às 21h27
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Foram exumados nesta segunda-feira no cemitério Parque da Colina, região oeste de Belo Horizonte (MG), os restos mortais de Arnaldo Cardoso Rocha, ex-membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), morto em São Paulo no dia 15 de março de 1973, durante a ditadura militar. A exumação foi acompanhada por membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que tenta esclarecer crimes políticos ocorridos no período de governo militar - de 1964 a 1985.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/desaparecidos-da-ditadura/" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/desaparecidos-da-ditadura/">Desaparecidos da ditadura</a>

A viúva de Rocha, Iara Xavier Pereira, também ex-membro da ALN, foi quem realizou o pedido junto à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos para esclarecer o real motivo da morte do marido, que oficialmente foi dado como morto em uma troca de tiros com policiais em frente ao Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na capital paulista.

“Nós, familiares de Arnaldo, buscamos há 40 anos saber as reais circunstâncias do seu assassinato. Como último recurso, solicitamos à Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos sua exumação, utilizando a técnica de antropologia forense para análise e estudo pericial”, disse, em nota, Iara Xavier.

A exumação é chefiada por Marco Aurélio Guimarães, antropólogo forense da Universidade de São Paulo (USP), e acompanhada por membros da Polícia Federal, da Comissão da Verdade, além da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Os trabalhos têm como objetivo comprovar que Arnaldo foi executado. Na época com 23 anos, o jovem, natural da região do Barreiro, em Belo Horizonte, foi vítima de sete disparos. Segundo o Exército, o tiroteio teria ocorrido após Arnaldo e mais dois militantes terem sido identificados como autores do assassinato de um comerciante que teria delatado o movimento às forças de repressão. Segundo a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, não há previsão de divulgação do laudo pericial. 

Fonte: Especial para Terra

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