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Jornal: hospitais culpam greve da Anvisa por falta de remédio

23 ago 2012
08h51
atualizado às 09h09

A Associação Nacional dos Hospitais Privados diz que 75% de seus 46 associados sentem algum efeito da greve em seus estoques de materiais, reagentes e remédios. No hospital AC Camargo, referência no tratamento de câncer, um quimioterápico oral não foi entregue pelo laboratório, que não conseguiu importá-lo por causa da paralisação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa ), iniciada há um mês. O órgão é responsável por autorizar a entrada de medicamentos no País. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Grevistas de vários setores do funcionalismo público fazem marcha pela Esplanada dos Ministérios e passam pelo Congresso Nacional em protesto para reivindicar melhorias salariais para suas áreas
Grevistas de vários setores do funcionalismo público fazem marcha pela Esplanada dos Ministérios e passam pelo Congresso Nacional em protesto para reivindicar melhorias salariais para suas áreas
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Veja como a greve dos servidores federais pode afetar sua rotina

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, afirma que não há desabastecimento de medicamentos no País em decorrência da greve dos servidores da agência. "Podemos afirmar categoricamente: não está faltando medicamento no Brasil por retenção de carga em decorrência da paralisação", disse. De acordo com ele, após decisão judicial que determinou que 70% dos servidores trabalhem durante a greve, a situação de avaliação das cargas importadas de medicamentos e outros produtos essenciais para a saúde está "praticamente dentro da normalidade". Questionado sobre o que poderia justificar a falta de medicamentos indicada pelos hospitais de São Paulo, Barbano disse que a situação deverá ser analisada para entender os motivos específicos.

O movimento grevista
Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais aumentaram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias estão em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores sem trabalhar. O número, no entanto, é contestado pelo governo.

Estão em greve servidores da Polícia Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.

O Ministério do Planejamento declarou que está analisando qual o "espaço orçamentário" para negociar com as categorias. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.

No dia 25 de julho, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto para permitir a continuidade dos serviços em áreas consideradas delicadas. O texto prevê que ministros que comandam setores em greve possam diminuir a burocracia para dar agilidade a alguns processos, além de fechar parcerias com Estados e municípios para substituir os funcionários parados.

Fonte: Terra
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