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Investigação sobre Geddel sobe para STF por envolver irmão deputado

13 set 2017
17h25
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A Justiça Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal as investigações relativas às operações Cui Bono? e Tesouro Perdido, que envolvem o ex-ministro Geddel Vieira Lima, por suspeitas de que seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que possui foro privilegiado, possa estar envolvido no crime de lavagem de dinheiro.

Ex-ministro Geddel Vieira Lima em Brasília
22/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ex-ministro Geddel Vieira Lima em Brasília 22/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

De acordo com a decisão, assinada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, a operação que encontrou 51 milhões de reais atribuídos a Geddel em um apartamento em Salvador esbarrou em indícios de que Lúcio também pode ter participado do crime de lavagem de dinheiro.

Foi encontrada no apartamento uma conta em nome de uma funcionária do deputado. Além disso, o dono do apartamento onde foi encontrado o dinheiro informou à polícia ser amigo de Lúcio, e ter emprestado o imóvel a Geddel através de Lúcio.

Segundo o juiz, as investigações em relação ao caso não poderiam seguir porque apenas o STF poderá autorizá-las.

"Conclui-se que, embora não existam indícios de participação do deputado Lúcio Vieira Lima nos fatos anteriores à apreensão dos valores, porque até agora somente vinculados às pessoas de Geddel Vieira e Gustavo Pedreira, o certo é que a partir de agora, diante da existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro, delito este que até o que se sabe possui relação com o anterior, o processo não poderá prosseguir neste Juízo", disse o juiz em sua decisão.

Com isso, todo o processo passa para o STF e Geddel, que havia perdido o foro ao deixar o ministério, passa a ser investigado também na Suprema Corte.

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