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Governo amplia prazo de atuação de militares no combate a queimadas na Amazônia

20 set 2019
12h37
atualizado às 16h49
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Os militares vão permanecer um mês a mais que o previsto inicialmente na Amazônia para combater os incêndios florestais, segundo decreto do presidente Jair Bolsonaro, publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira.

Incêndio na floresta amazônica perto de Porto Velho
17/09/2019
REUTERS/Bruno Kelly
Incêndio na floresta amazônica perto de Porto Velho 17/09/2019 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

"Fica autorizado o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem e para ações subsidiárias, no período de 24 de agosto a 24 de outubro de 2019, nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos Estados da Amazônia Legal que requererem", diz o texto. O prazo final do decreto original era 24 de setembro.

Mais cedo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, já havia adiantado que os militares deveriam continuar o trabalho na região.

"O mês de setembro está sendo visualizado como um mês tão seco ou igual a agosto", disse o ministro a jornalistas no Rio de Janeiro. "Talvez a permanência das Forças Armadas (na Amazônia) seja conveniente... a princípio as Forças Armadas devem permanecer", disse o ministro a jornalistas, no Rio de Janeiro.

Azevedo e Silva afirmou que em breve se reuniria com Bolsonaro para tratar do tema, de recursos para a operação na Amazônia e descontingenciamento de verbas.

O ministro disse que esse ano "provavelmente" deve ter um descontigenciamento, o que seria um "alento", e que existe também a possibilidade de melhorar o orçamento da pasta em 2020.

No mês passado, os focos de incêndio na Amazônia chamaram a atenção do mundo, ganhando as manchetes internacionais e chegaram a colocar em rota de colisão autoridades do governo com líderes globais, como Bolsonaro e o presidente francês, Emmanuel Macron.

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