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Flávio vai depor em caso das "rachadinhas", diz advogada

O Ministério Público do Rio intimou o parlamentar para falar na semana que vem, no dia 6 ou 7 de julho.

3 jul 2020
19h27
atualizado às 19h47
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O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) vai prestar depoimento no âmbito das investigações sobre o chamado esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, segundo a advogada Luciana Pires, que tenta negociar um interrogatório através de videoconferência.

Senador Flávio Bolsonaro
05/02/2020
REUTERS/Adriano Machado
Senador Flávio Bolsonaro 05/02/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O Ministério Público do Rio intimou o parlamentar para falar na semana que vem, no dia 6 ou 7 de julho.

A defesa de Flávio, que é filho do presidente Jair Bolsonaro, questionou a competência do órgão para a oitiva uma vez que a investigação saiu da primeira para a segunda instância da Justiça fluminense. O MP, no entanto, alega que está apto e autorizado a fazer a oitiva.

"Não há impasse. Estamos definindo uma data", disse à Reuters Luciana Pires, que integra a defesa do senador.

Segundo a advogada, Flávio tem prerrogativa de foro por função e pode "negociar" uma data e um local mais adequados para ser ouvido.

"O MP nos deu opções... estamos vendo a agenda do senador", afirmou a advogada. "Tudo será por videoconferência."

O outro advogado do senador, Rodrigo Roca, já tinha revelado à Reuters a preferência por uma oitiva não presencial.

Questionado sobre a data do interrogatório, o MP do Rio informou que o inquérito "corre sob sigilo".

Flávio Bolsonaro e outros cerca de 20 parlamentares da Alerj são suspeitos de terem praticado a rachadinha em seus gabinetes no Legislativo do Rio.

O esquema no gabinete do ex-deputado estadual teria sido coordenado pelo assessor parlamentar dele Fabrício Queiroz, preso há 2 semanas em Atibaia (SP). A mulher de Queiroz segue foragida.

Segundo relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz teria feito movimentações financeiras suspeitas entre 2016 e 2017 no valor de aproximadamente 1,2 milhão de reais. O MP investiga se Queiroz também pagou boletos de escolas e planos de saúde de Flávio Bolsonaro com dinheiro da rachadinha.

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