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Fatos envolvendo Moro não podem contaminar andamento da Previdência, diz presidente da comissão

10 jun 2019 - 11h08
(atualizado às 11h35)
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O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou nesta segunda-feira que é preciso ter a responsabilidade de não se deixar contaminar a tramitação da proposta após a divulgação de reportagens que apontam suposta combinação entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, com integrantes do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na operação Lava Jato.

Ministro da Justiça, Sergio Moro, discursa durante cerimônia em Manaus
10/06/2019
REUTERS/Bruno Kelly
Ministro da Justiça, Sergio Moro, discursa durante cerimônia em Manaus 10/06/2019 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

"Os fatos envolvendo o ministro Moro, se confirmados, atentam contra o Estado Democrático de Direito, mas temos a responsabilidade de não deixar que contamine o andamento da Reforma da Previdência, que seguirá o calendário definido pela comissão", disse Ramos em sua conta no Twitter.

O site Intercept Brasil publicou no domingo uma série de reportagens com base em o que diz ser arquivos recebidos de uma fonte anônima mostrando suposta colaboração entre o então juiz federal Moro e o coordenador da operação Lava Jato no Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol.

O MPF confirmou que os procuradores da operação foram vítimas de um ataque de hackers em que foram obtidas cópias de mensagens e arquivos, e negou em nota que tenha havido parcialidade ou qualquer ilegalidade em sua conduta. Também em nota, Moro afirmou que não houve "qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado".

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