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Fachin diz que eleições podem ter observadores internacionais

Ministro disse que país serve como vitrine para comunidade global

17 mai 2022 16h31
| atualizado às 16h37
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, disse hoje (17) que a Corte pretende trazer ao Brasil mais de 100 observadores internacionais para acompanhar as eleições de 2022, em outubro.

Fachin diz que eleições podem ter observadores internacionais
Fachin diz que eleições podem ter observadores internacionais
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada durante abertura do evento Democracia e Eleições na América Latina, na sede do TSE, em Brasília. Fachin anunciou uma parceria com o professor Daniel Zovatto, do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea Internacional), para trazer ao Brasil observadores eleitorais europeus.

"Nossa meta é ter mais de 100 observadores internacionais durante o processo eleitoral no Brasil", afirmou.

O presidente do TSE lembrou casos recentes de ataques a instituições democráticas - como a invasão ao Capitólio, nos EUA e ataques a autoridades eleitorais no México, Peru e Equador - e afirmou que o Brasil deve considerar esses episódios como um alerta do que não pode ser tolerado.

Segundo Fachin, foram convidados a acompanhar a disputa no Brasil a Organização dos Estados Americanos (OEA); Parlamento do Mercosul; Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE); Centro Carter; Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES); e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral.

O ministro explicou que a decisão tem como objetivo "garantir a vinda ao Brasil, antes e durante as eleições, não apenas dos organismos que já mencionamos, mas de diversas autoridades europeias e de outros continentes que tenham interesse em acompanhar de perto o processo eleitoral brasileiro de outubro próximo".

Para ele, o que ocorre no Brasil serve como vitrine para a comunidade global, e o país tem obrigação de mostrar que não aceita mais aventuras autoritárias.

Fachin disse ainda que o Brasil não está alheio ao que acontece em outros países, e que o acontece aqui também exerce influência nos rumos internacionais.

"Somos hoje uma vitrine para os analistas internacionais, e cabe à sociedade brasileira garantir que levaremos aos nossos vizinhos uma mensagem de estabilidade, de paz e de segurança, e que o Brasil não mais aquiesce a aventuras autoritárias", concluiu. (ANSA-Com Agência Brasil)
   

Ansa - Brasil   
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