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Facebook remove contas e páginas de rede de apoio a Bolsonaro

22 out 2018
20h59
atualizado em 23/10/2018 às 07h53
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Rede social afirma que perfis removidos violavam políticas de autenticidade e de spam e que decisão não tem relação com conteúdo divulgado pelo grupo. Contas falsas eram usadas para publicar artigos caça-cliques.O Facebook removeu nesta segunda-feira (22/10) 68 páginas e 43 contas associadas a um grupo de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). A rede social afirmou que a remoção ocorreu devido à violação de políticas de autenticidade e spam e que a decisão não tem relação com seu conteúdo.

Páginas removidas eram controladas por um grupo identificado como Raposo Fernandes Associados
Páginas removidas eram controladas por um grupo identificado como Raposo Fernandes Associados
Foto: DW / Deutsche Welle

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De acordo com o Facebook, as páginas e contas removidas eram controladas por um grupo identificado como Raposo Fernandes Associados (RFA), que usava contas falsas ou vários perfis com o mesmo nome para publicar um grande número de artigos caça-cliques com o objetivo de direcionar os usuários para suas páginas fora da rede social, que possuíam muitos anúncios e pouco conteúdo.

"Embora a atividade de spam esteja comumente associada à oferta fraudulenta de produtos ou serviços, temos visto spammers usando cada vez mais conteúdo sensacionalista político - em todos os espectros ideológicos - para construir uma audiência e direcionar tráfego para seus sites fora do Facebook, ganhando dinheiro cada vez que uma pessoa visita esses sites. E isso é exatamente o que as páginas e as contas que removemos hoje estavam fazendo", afirmou o Facebook, em nota.

Entre as páginas que pertencem ao grupo estão a "Movimento Contra Corrupção", "Folha Política", "Correio do Poder", "Gazeta Social" e "TV Revolta". Essa rede com milhões de interações publicava conteúdo sensacionalista de apoio a Bolsonaro e contra o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

A reta final da campanha eleitoral está sendo marcada por denúncias de divulgação de notícias falsas em massa no Facebook e no WhatsApp. A Polícia Federal (PF) abriu uma inquérito para investigar a possível existência de utilização de um esquema profissional por parte das campanhas políticas com o objetivo de propagar mensagens falsas.

O pedido de abertura da investigação havia sido feito pela procuradora-geral da República e procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, na sexta-feira. Ela fez a solicitação após uma reportagem do jornal Folha de São Paulo revelar que empresas teriam desembolsado milhões de reais para comprar serviços de envio de mensagens em massa a usuários da rede social a fim de favorecer o candidato do PSL.

CN/efe/ots

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