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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro não comparece a depoimento

19 dez 2018
23h47
atualizado em 21/12/2018 às 23h09
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Fabrício Queiroz seria ouvido pelo Ministério Público para esclarecer movimentação de 1,2 milhão de reais em sua conta bancária. Defesa alegou "inesperada crise de saúde" para justificar ausência.O ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL), o policial militar Fabrício Queiroz, não compareceu a depoimento que estava marcado para esta quarta-feira (19/12), no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ). O depoimento foi remarcado para a próxima sexta-feira (21/12).

Em nota, o MP informou que a defesa alegou uma "inesperada crise de saúde" e a realização de exames médicos de urgência para justificar a ausência de Queiroz. Além disso, os advogados afirmaram falta de tempo hábil para analisar os autos da investigação.

Queiroz seria ouvido pelo Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (Gaocrim). O novo depoimento será feito a partir das 14h de sexta-feira.

O nome de Fabricio Queiroz consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) que aponta uma movimentação atípica de 1,2 milhão de reais em uma conta em nome do ex-assessor. O relatório integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro.

O relatório também identificou um depósito de Queiroz no valor de 24 mil reais na conta bancária da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou no início do mês que o valor se referia ao pagamento de um empréstimo feito a Queiroz.

A suspeita é de que o PM fosse o responsável por recolher uma parte dos salários de outros assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro. A prática já foi registrada em Câmaras Municipais e Assembleias pelo Brasil. Bolsonaro nega essa possibilidade.

Na terça-feira (18/12), Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Rio de Janeiro, afirmou que seu ex-assessor é quem deve explicações.

"Quem tem que dar explicação é o meu ex-assessor, não sou eu. A movimentação atípica é na conta dele. No meu gabinete todo mundo trabalha", disse ele, pouco antes do início da cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos no Rio de Janeiro.

JPS/ots/ab

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