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Doria veta protestos pró e contra Bolsonaro ao mesmo tempo

1 jun 2020
13h19
atualizado às 13h21
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira que as manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro e contrárias a ele e a favor da democracia não poderão mais ocorrer em locais, dias e horários simultâneos, depois de, no domingo, policiais militares entrarem em confronto com manifestantes na avenida Paulista.

Manifestação em São Paulo domingo acabou em confronto com a polícia
31/05/2020
REUTERS/Rahel Patrasso
Manifestação em São Paulo domingo acabou em confronto com a polícia 31/05/2020 REUTERS/Rahel Patrasso
Foto: Reuters

"Estamos em acordo com a prefeitura do município de São Paulo para que a partir de agora não tenhamos mais duas manifestações no mesmo local, no mesmo horário, no mesmo dia", disse Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

"Por isso a decisão de orientar os grupos pró-Bolsonaro e os grupos pró-democracia para que usem dias distintos para suas manifestações e o façam com liberdade plena e, obviamente, com o acompanhamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A orientação é que possam fazê-lo aos finais de semana, repito, em dias distintos e jamais no mesmo lugar, no mesmo horário e no mesmo local", afirmou.

O governador afirmou que a ação da PM, que foi criticada por aqueles que viram uma atitude mais dura com manifestantes pró-democracia do que a adotada com bolsonaristas, evitou um confronto generalizado entre os dois grupos e o grande número de feridos que resultaria deste embate.

Ele assegurou, também, que a PM paulista não favorece qualquer um dos dois grupos de manifestantes.

"Poderemos alternar, também, como forma de garantir o direito às duas diferentes faces que temos nessas manifestações, pró-Bolsonaro e contra Bolsonaro. A posição da Polícia Militar não é nem a favor de um lado, nem de outro", afirmou Doria.

O governador voltou a aproveitar a entrevista coletiva, voltada ao anúncio de medidas de combate à pandemia e da qual participa em média três vezes por semana, para criticar Bolsonaro pela sua participação em protestos em Brasília e por sua atuação no combate à pandemia de Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, que já infectou mais de 500 mil e matou quase 30 mil no Brasil.

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