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Diretor do Afroreggae critica política antidrogas no Fórum Mundial em Lima

25 abr 2013
14h13
atualizado em 26/4/2013 às 00h22
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Washington de Oliveira, diretor cultural da ONG AfroReggae, participou do painel "Política de drogas: desatando o nó", que abriu nesta quinta-feira o último dia do Fórum Econômico Mundial, em Lima, e denunciou que "a política antidrogas" aplicada no Brasil "foi um genocídio nas favelas cariocas".

Oliveira, que contou ter liderado uma quadrilha de traficantes, disse que viu morrerem mais de 300 pessoas como consequência dessa política, por isso atualmente está "totalmente de acordo em conversar e chegar a um acordo".

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou hoje no mesmo evento em Lima que os países devem se preocupar em "atacar todos os aspectos do fenômeno" das drogas.

"Há um consenso de que o problema das pessoas que consomem drogas é um tema de saúde... temos que nos preocupar em tentar atacar todos os aspectos do fenômeno", assinalou Insulza durante um debate hoje no Oitavo Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

O secretário-geral da OEA ressaltou que o tema "ganhou uma urgência maior" nos últimos anos, porque "tem a ver com o alto consumo de drogas, mas sobretudo com a violência que gera, aumentando o alarme da população".

Durante seu discurso, ressaltou que a América Latina é a única região do mundo em que todos os passos da produção de drogas ilegais "acontecem de maneira relativamente integral", por isso o combate a esse crime "é um tema de principal importância".

"Essa é uma guerra que tem alguns inimigos, que são os grupos criminosos, que têm cada vez mais força que antes", admitiu e disse que 40% das pessoas presas estão na prisão por crimes ligados ao tráfico de drogas.

O Fórum Econômico Mundial, que começou na quarta-feira com elogios às políticas e reformas realizadas por México, Panamá e Peru, contará entre os conferentes de sua jornada final com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, que exporá sobre o futuro econômico da América Latina.

EFE   
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