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CPI da Covid: 'Brasil poderia ter sido o 1º país do mundo a começar a vacinação', diz Dimas Covas

Diretor do Instituto Butantan afirmou que primeira oferta ao governo federal foi feita em julho de 2020, mas governo só fechou contrato em janeiro de 2021.

27 mai 2021 10h49
| atualizado às 10h51
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Dimas Covas afirmou que primeira oferta ao governo foi feita em julho de 2020
Dimas Covas afirmou que primeira oferta ao governo foi feita em julho de 2020
Foto: Governo do Estado de São Paulo / BBC News Brasil

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (27/05) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a vacinação se a instituição não tivesse tido entrave nos contratos com o Ministério da Saúde.

Covas e sua equipe coordenaram os testes e produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e testada no Brasil pelo Instituto Butantan. Os testes da vacina no país começaram em julho de 2020 em seis Estados, além do Distrito Federal.

A primeira oferta de vacinas ao Ministério da Saúde, disse Covas, foi feita em julho de 2020.

Nesse momento, foram ofertadas 60 milhões de doses que poderiam ser entregues ainda no último trimestre de 2020.

Segundo Covas, não houve uma resposta positiva. O contrato com o Ministério da Saúde foi fechado apenas em janeiro de 2021.

Nesse momento, a oferta dos instituto foi de 100 milhões, mas com um cronograma diferente.

"Os parceiros internacionais (de fornecimento de insumos) já tinham outros compromissos, e o ambiente internacional era de falta de vacinas", disse Covas à CPI.

Covas continua respondendo perguntas dos senadores nesta quinta.

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