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Citando Deus, Bolsonaro promete fazer governo democrático

Presidente eleito disse que quebrará paradigmas com "mudanças"

28 out 2018
20h30
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Recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro citou Deus, fez uma oração em sua primeira aparição pública e prometeu um governo "constitucional e democrático" na noite deste domingo (28).
    O candidato do PSL, que venceu as eleições com 55% dos votos, contra 44% de Fernando Haddad, do PT, fez um pronunciamento diante de sua casa, no Rio de Janeiro, e outro transmitido em vídeo.
    "O povo, mais que o dever, tem o direito de saber o que acontece no seu país. Graças a Deus, essa verdade o povo entendeu perfeitamente. Alguém sem grande partido, sem fundo partidário, com parte da grande mídia criticando, chegando a ser vexatório", disse Bolsonaro. "Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo e com o extremismo da esquerda", afirmou. "O que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição brasileira, inspirando-me em grandes líderes mundiais, começar a fazer um governo, a partir do ano que vem, que possa realmente colocar nosso Brasil num lugar de destaque", ressaltou. Buscando um tom mais conciliador e ameno do que vinha adotando em suas campanhas eleitorais, e negando posições históricas que mantinha ao longo de toda sua carreira política, Bolsonaro prometeu proteger a Amazônia. "Falo para o seringueiro da Amazônia e para o empreendedor. Não existe brasileiro do sul ou do norte. Somos todos uma nação", afirmou.
    Sinalizando para empresários, Bolsonaro prometeu enxugar os gastos públicos e cortar privilégio. "Emprego, renda e equilíbrio fiscal são nosso compromisso", disse. "Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo pelo círculo virtuoso de menores déficits". Segundo ele, "o governo federal dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura, cortando privilégios, para que as pessoas possam dar vários passos para frente", afirmou. "Vamos quebrar paradigmas, vamos permitir que o empreendedor tenha mais liberdade", prometeu. Bolsonaro também disse que fará mudanças na política externa brasileira, alegando que "libertará o Itamaraty do viés ideológico". "O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais. Recuperaremos o respeito internacional", disse Bolsonaro.
    No mesmo discurso, o presidente eleito fez uma oração com o senador Magno Malta, apoiadores e familiares. "O Senhor não permitiu que a morte o tragasse", afirmou Malta, liderando a oração. "O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", ressaltou o senador, citando o slogan de campanha de Bolsonaro.

Ansa - Brasil   

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