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Virada Cultural volta às ruas de SP com festa e registro de arrastões e furtos de celular

Grupo promoveu furtos durante show de Margareth Menezes no Palco Viaduto do Chá, no centro da capital; três suspeitos foram detidos

28 mai 2022 22h04
| atualizado em 29/5/2022 às 07h27
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Público acompanha show do cantor Vitor Kley, que se apresenta no palco montado no Vale do Anhangabaú, na Virada Cultural
Público acompanha show do cantor Vitor Kley, que se apresenta no palco montado no Vale do Anhangabaú, na Virada Cultural
Foto: Alex Silva / Estadão

Após um início de programação tranquilo na Virada Cultural, um grupo promoveu uma série de arrastões durante o show da cantora Margareth Menezes no Palco Viaduto do Chá, por volta das 21 horas. Mais de 20 homens entraram em fila na multidão, pulando e furtando quem assistia ao espetáculo. O público demorou para entender o que estava ocorrendo, uma vez que os criminosos passaram muito rapidamente. A princípio, parecia apenas um grupo de jovens aproveitando o show. Três suspeitos foram detidos.

Thiago Rodrigues dos Santos, de 25 anos, havia acabado de chegar na Virada Cultural quando teve seu celular arrancado da mão enquanto filmava a apresentação da cantora. Ele relatou que apenas sentiu um empurrão e, quando percebeu, seu aparelho já havia sido furtado.

Apresentação do cantor Mumuzinho no palco montado na Avenida M' Boi Mirim, na zona sul de São Paulo
Apresentação do cantor Mumuzinho no palco montado na Avenida M' Boi Mirim, na zona sul de São Paulo
Foto: Leandro Chemalle/The News2 / Estadão

Mais tarde, por volta das 22h30, arrastões voltaram a tomar conta da Virada no centro, provocando correria entre o público. A situação chegou ao ponto de membros da equipe responsável pelo bar do evento levantarem garrafas de vidro vazias para se defender. Os portões de controle de entrada à pista de shows foram fechados por um breve período. O Estadão registrou o momento da confusão; assista a seguir.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) se encontra dispersa e distante do público dos palcos, nas laterais, o que dificultou a reação. Após o ocorrido, a Polícia Militar prendeu três suspeitos de envolvimento no arrastão. Os jovens foram reconhecidos por duas testemunhas como participantes do grupo.

Segundo a PM, eles seriam levados à 77ª Delegacia de Polícia. "Por enquanto, só tivemos notícia de um arrastão", informou o Sargento Serafim, responsável pelo setor de imprensa da corporação.

Revista policial e cautela com celulares

Por volta das 17h30, o público começou a se reunir aos poucos e sem maiores aglomerações em frente ao palco do Viaduto do Chá para esperar o show de abertura, reservado ao cantor Vitor Kley.

Brigas foram registradas durante o show do funkeiro Kevinho, no palco do Viaduto do Chá, no centro da cidade.

Vendedores ofereciam pochetes para celular, "antifurto", segundo eles, por R$ 25. Muitas pessoas caminhavam segurando bolsas em frente ao corpo. Havia uma certa tensão, com gente se entreolhando e procurando usar pouco seus aparelhos de telefone.

Uma medida inédita foi a revista policial em todas as vias de acesso ao Vale. Um sargento da GCM, que preferiu não se identificar, falou reservadamente com a reportagem do Estadão. Ele explicou que a revista era para evitar que as pessoas entrassem armadas e com garrafas de vidro. Por causa das barreiras, vendedores ambulantes também não conseguiam acessar as proximidades do palco.

Ainda segundo o sargento, ladrões de celular estavam infiltrados entre a plateia e poderiam agir a qualquer momento. Ele pediu ao repórter que avisasse às pessoas para só usarem seus aparelhos perto dos carros de polícia. "Na última Virada, apreendemos um rapaz com 23 aparelhos roubados." A Guarda Civil Metropolitana tinha 50 homens no local, que trabalhavam em conjunto com a Polícia Militar.

A apresentadora da noite, a poeta e MC Mel Duarte, subiu ao palco às 18h15 para anunciar Vitor Kley. Ela usou a linguagem inclusiva, dizendo "boa noite a todes" e perguntando "será que vocês estão preparades?". Disse que a prefeitura abria com a Virada o calendário cultural da pós-pandemia e pediu para as pessoas usarem máscaras nos ônibus. Ali mesmo, ninguém usava.

Estadão
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