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Temporal e vento de até 120 km/h causam 5 mortes no RS

19 nov 2009
16h13
atualizado em 7/6/2018 às 13h24

Cinco pessoas morreram nesta quinta-feira em decorrência das chuvas intensas que atingem o Estado do Rio Grande do Sul, desde a madrugada. Os ventos atingiram a velocidade de cerca de 120 km/h no litoral do Estado. Segundo informações da Brigada Militar, duas pessoas morreram em Porto Alegre e uma no município de Canoas, na região metropolitana. A quarta morte aconteceu em Capivari do Sul, na região de Osório, no litoral.

Nuvens escurecem o céu no centro de Porto Alegre
Nuvens escurecem o céu no centro de Porto Alegre
Foto: Fabiana Leal / Terra

No bairro Navegantes, na avenida avenida Brasil, 752, Marilu Santos de Azambuja foi soterrada por um muro, durante o temporal. Também na capital gaúcha, no bairro Restinga, Jorge Marcelo de Brito Camargo, 37 anos, morreu após ser atingido por uma árvore na rua Florestal, 45.

 

Também em Canoas, o sargento da Aeronáutica João Luis de Mattos, que cortava galhos de uma árvore, morreu depois de ser derrubado pela força do vento, segundo o boletim policial.

Na zona rural de Capivari do Sul, o agricultor Pedro Rosa da Silva, 60 anos, morreu por volta de 13h, ao ser atingido pelo galho de um dos eucaliptos que caíram em uma estrada de chão batido, no distrito de Santa Rosa. Ele dirigia um trator e morreu no local.

De acordo com o inspetor da Polícia Civil Felipe Gibon, a área foi interditada devido à queda de fios da rede elétrica. Na mesma região, um galpão desabou e danificou quatro caminhões que estavam estacionados no local. Segundo Gibon, dezenas de casas foram destelhadas pelo vento na cidade. Não há registro de feridos.

 

Entre as regiões mais atingidas pelos temporais nas últimas horas estão os municípios do litoral norte do Estado. Nas cidades de Cidreira, Capão da Canoa, Terra de Areia e Santo Antônio da Patrulha diversas pessoas estão desalojads, ruas estão alagadas e houve destelhamento de residências.

Localidades como Pedro Osório e Serrito, que são cortadas pelo rio Piratini, as enchentes fizeram com que 1,5 mil pessoas fossem realocadas. Bagé e Butiá apresentam também fortes áreas de alagamento. O total dos danos causados pelas chuvas desta quinta-feira ainda está sendo contabilizado pela Defesa Civil do Estado.

Queda de energia
Outra conseqûência das chuvas para os moradores do Estado foi a falta de luz em diversas localidades. De acordo com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEE), até as 19h30, cerca de 150 mil pessoas estavam sem energia em suas residências. Cidades do litoral e do sul do Estado como Pelotas, Bagé e Camaquã foram as mais atingidas. Na capital e na região metropolitana a CEE também trabalha para o reestabelimento da energia em diversos pontos.

A CEEE diz estar priorizando o atendimento a área emergenciais como hospitais, locais com problemas de abastecimento de água e lugares onde haja fios caídos, que representam perigo aos moradores. A companhia informou ter recebido 23,4 mil chamadas ao telefone de atendimento (0800.721.2333) até as 20 horas.

Devido a falta de energia, bombas da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), não puderam funcionar e deixaram até o final da tarde de hoje 400 mil pessoas sem água na região metropolitana de Porto Alegre.

Estragos do mês
Ao todo, dez munícipios tem situação de emergência decretada no Estado: Montaurí, Pantano Grande, Coronel Barros, Taquari, Taquara, São Sebastião do Caí, Minas di Leão, General Câmara, Feliz e Butiá.

Segundo o levantamento da Defesa Civil do Estado, até esta noite havia cerca de 5 mil desalojados ou desabrigados. Cerca de 3,5 mil residências foram danificadas.

A Defesa Civil informa que já foram entregues 3,8 mil telhas, 350 cestas básicas e 300 kit colchão para General Camâra, Bagé e Butiá.

Fonte: Terra

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