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Sede olímpica, Tóquio mistura inovação, tradição e busca da sustentabilidade

Modernizar estruturas já existentes e utilizar material de baixo impacto ambiental foram algumas das estratégias

25 jul 2021 05h10
| atualizado em 27/7/2021 às 15h14
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A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio tem destacado que a combinação de novas e antigas estruturas vai de encontro ao compromisso com a sustentabilidade. Esse aspecto é associado ao uso de materiais de menor impacto ambiental e à modernização de estruturas existentes. Ao todo, são 43 espaços utilizados no evento, oito novos, 25 existentes e 10 temporários.

Os projetos de alguns dos principais, como o Estádio Olímpico e o Centro de Ginástica Ariake, incorporaram o uso de madeiras locais certificadas, que têm menor impacto ambiental do que o concreto, por exemplo. No local de competições da ginástica, por exemplo, o teto é de madeira arqueada a 88 metros, feito com técnicas construtivas japonesas e inspirado no artesanato regional.

Já o estádio de hóquei recebeu um gramado com matéria-prima renovável, 60% provinda da cana-de-açúcar, que exige três vezes menos água do que a habitualmente usada, informa a organização. O uso de instalações já existentes foi uma cobrança do Comitê Olímpico Internacional (COI), para reduzir a emissão de carbono e custos.

Os espaços que já existentes ficam na "zona de herança", que reúne espaços utilizados nos jogos de 1964 e construídos posteriormente para outros objetivos. Entre eles, está o Nippon Budokan, no qual o judô estreou nos jogos e que receberá também o caratê. Existe ainda a "zona da Baía de Tóquio", com projetos relacionados a esportes na água, como o Centro Aquático Tóquio, que usa energia solar e sistema de troca de calor com o solo.

Estadão
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