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Relembre grandes roubos cometidos por quadrilhas do 'novo cangaço' no último ano

Grupos criminosos fazem uso de armamento pesado e explosivos para atacar cidades com efetivo policial reduzido. Ataque nesta madrugada em Jarinu, interior de São Paulo, levou terror à cidade

13 jul 2021 15h16
| atualizado às 15h37
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SOROCABA - A ação de quadrilhas especializadas em grandes assaltos, como a que aconteceu na madrugada desta terça-feira, 13, em Jarinu, interior de São Paulo, é conhecida nos meios policiais como "novo cangaço". O termo faz referência aos bandos itinerantes que atacavam quartéis e roubavam instituições financeiras em pequenas cidades do sertão nordestino, no século 19.

Os ataques nos dias atuais envolvem grupos de 20 a 40 bandidos fortemente armados. Quase sempre os alvos estão em cidades pequenas, com efetivo policial reduzido. As ações são planejadas e, dependendo do alvo, as quadrilhas usam armas de guerra, como metralhadora calibre ponto 50, e recursos tecnológicos, como o drone usado em Jarinu. Conforme a polícia, as ações são planejadas e quase sempre envolvem facções criminosas.

Mococa

No dia 7 de abril deste ano, uma quadrilha com 20 integrantes usou explosivos para atacar três agências bancárias em Mococa, cidade de mil habitantes, no interior de São Paulo. Os criminosos atiraram a esmo para assustar a população, atingindo lojas, uma base policial e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O vigia da unidade ficou ferido por estilhaços.

Araraquara

Na madrugada de 24 de novembro do ano passado, cerca de 30 homens armados com fuzis invadiram a cidade de Araraquara. Enquanto uma parte do bando atacava o quartel da Polícia Militar, a outra explodia duas agências bancárias. Houve intenso tiroteio. Dois moradores foram usados como escudos humanos pelos bandidos. Na fuga, quatro caminhões e um carro foram incendiados para dificultar a perseguição.

Botucatu

Em julho do ano passado, uma quadrilha com 40 homens, entre eles integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), invadiu a área central de Botucatu e usou explosivos para roubar um banco e uma joalheria. Moradores foram feitos reféns. Houve intensa troca de tiros e dois policiais ficaram feridos. Um laudo apontou que a munição usada no ataque foi desviada das forças de segurança oficiais.

Ourinhos

Em maio de 2020, cerca de 40 criminosos em dez veículos cercaram e atiraram contra as bases da Polícia Militar, enquanto assaltavam uma agência bancária, em Ourinhos. Os criminosos usavam drones e tinham armas capazes de derrubar um helicóptero. Houve tiroteio e seis pessoas foram tomadas como reféns pelos criminosos. Uma vítima foi atingida por um tiro na perna. O bando fugiu em direção ao Paraná.

Criciúma

Ataques semelhantes aconteceram em outros estados. Em Criciúma, interior de Santa Catarina, 30 bandidos usaram armas de guerra e explosivos para assaltar uma agência bancária no centro da cidade, em novembro de 2020. Os criminosos, em dez carros, atacaram a tiros um batalhão da Polícia Militar e incendiaram um caminhão para bloquear a saída das viaturas. Foram feitos reféns e um policial militar foi baleado. O bando levou R$ 125 milhões no maior roubo já registrado no Estado.

Cametá (PA)

Em dezembro 2020, outra quadrilha com 30 homens protagonizou um assalto violento a agências bancárias em Cametá, no Pará. O quartel da Polícia Militar foi cercado e ficou sob fogo intenso. Os bandidos fizeram reféns, usados como escudos humanos. Um deles, de 26 anos, foi morto no tiroteio. Outro morador ficou ferido.

Estadão
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