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Protesto contra estaleiro de Eike Batista acaba em confusão

6 nov 2010
23h17

Uma manifestação feita por pescadores e proprietários de embarcações contra a instalação de um estaleiro do empresário Eike Batista em Santa Catarina terminou em confusão neste sábado em Florianópolis. A "barqueata" acabou sendo alvo de uma ação da Marinha, que rebocou vários barcos de pescadores que estariam navegando em condições supostamente irregulares.

Barcos foram rebocados pela Marinha
Barcos foram rebocados pela Marinha
Foto: Celso Martins / Especial para Terra

O ato de protesto contra o estaleiro da empresa OSX, do bilionário Eike, foi promovido na Beira-mar Norte, a principal avenida de Florianópolis. Embarcações saíram de municípios de Biguaçu e Governador Celso Ramos, localizados na região metropolitana, e se encaminhavam ao trapiche da baía levando faixas e cartazes nos mastros. Quando se aproximaram ao local do protesto, foram interceptados por botes da Polícia Naval.

A apreensão de barcos dos pescadores artesanais gerou o protesto dos manifestantes que aguardavam em terra e esvaziou o movimento: ao perceberem a ação da Marinha, muitos pescadores desistiram da manifestação. Um pescador, Eliton Vitorino, que teve o barco levado para a sede da Capitania dos Portos, foi aplaudido quando foi deixado pelos policiais na costa. Os militares, por outro lado, foram vaiados.

O empreendimento bilionário da OSX, que seria construído em Biguaçu, vem gerando fortes protestos em Santa Catarina. O empreendimento teve a licença ambiental negada pelo ICMBio pelo fato de influenciar três unidades de preservação na região: a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo, a Estação Ecológica de Carijós e a Área de Preservação Ambiental da ilha de Anhatomirim.

O projeto chegou a ser anunciado com alarde pelo próprio empresário e lideranças estaduais na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina. Localizado diante de uma das mais badaladas praias de Florianópolis, Jurerê Internacional, o empreendimento de Eike ganhou como opositores grande parcela dos moradores do bairro.

Entretanto, uma forte pressão feita por políticos locais acabou fazendo com que o processo fosse reavaliado no Ministério do Meio Ambiente. O parecer final sobre o caso deve ser divulgado na próxima semana.

Fonte: Especial para Terra
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