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Preso empresário que amarrou e arrastou até a morte morador de rua no Maranhão

O caso aconteceu no dia 17 de maio, mas o autor só foi preso nesta terça-feira, 27, em uma oficina mecânica, com o mesmo veículo usado para o crime

29 out 2020
12h55
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SOROCABA - Inconformado com o furto de quentinhas do seu restaurante, um empresário amarrou um morador de rua na traseira de sua Hilux e o arrastou por cerca de um quilômetro pelas ruas de São Luiz, capital do Maranhão. Em seguida, deu ré e passou sobre o corpo da vítima, causando sua morte. O caso aconteceu no dia 17 de maio, mas o autor só foi preso nesta terça-feira, 27, em uma oficina mecânica, com o mesmo veículo usado para o crime.

Segundo o delegado Felipe César Mendonça, do Departamento de Proteção à Pessoa, o empresário teria decidido 'fazer justiça com as próprias mãos' depois que o morador de rua furtou marmitas de um de seus três restaurantes. O homem foi dominado por um vigilante e amarrado com uma corda à traseira da caminhonete. Em seguida, o empresário assumiu a direção e saiu pelas ruas arrastando a vítima pelo asfalto.

Já próximo da Avenida Beira Mar, o acusado engatou a marcha ré e passou sobre a vítima. Após se desvencilhar do corpo em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande, o empresário fugiu. Conforme a polícia, o suspeito permaneceu alguns meses em São Paulo e foi preso ao retornar para São Luiz. Ele estava sendo procurado e foi localizado na oficina mecânica, onde recebeu voz de prisão. O vigilante também foi preso, acusado de cumplicidade no crime.

De acordo com o delegado, ao ser ouvido informalmente, o empresário admitiu o crime e tentou se justificar pelo fato de seu restaurante ter sido furtado várias vezes. Ao ser interrogado, porém, o homem permaneceu em silêncio. O acusado responderá por tortura e homicídio. "As imagens não deixam dúvida da autoria e de que se trata de um crime bárbaro e cruel, cometido com extrema frieza", disse Mendonça.

Segundo ele, as pessoas que presenciaram a ação criminosa, inclusive o homem da banca de bebidas, podem ser indiciadas por omissão de socorro durante o andamento do inquérito que apura o caso. "Algumas pessoas viram aquela barbárie acontecendo a não denunciaram", disse.

O empresário não teve o nome divulgado pela polícia, o que impediu a reportagem de ouvir sua defesa. A Secretaria da Segurança Pública do Maranhão informou, nesta quarta-feira, 29, que o acusado está preso no sistema prisional. "Por conta da lei, não se pode identificar o mesmo. Não podemos repassar imagens nem o nome", disse.

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Estadão
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