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Policiais militares são afastados após morte de homem com esquizofrenia em surto em Porto Alegre

Vítima foi identificada como Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos; caso é investigado pela Polícia Civil e pela Brigada Militar

17 set 2025 - 10h13
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Dois policiais militares foram afastados de suas funções ostensivas após uma abordagem que terminou com a morte de um homem em surto psicótico, em Porto Alegre. O episódio ocorreu na segunda-feira (15), no bairro Parque Santa Fé, e resultou na morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

De acordo com a Brigada Militar (BM), os agentes tentaram conter a vítima inicialmente com verbalização e, em seguida, utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular (taser) por duas vezes, mas sem sucesso. Ainda segundo a corporação, o homem teria avançado contra os policiais, o que levou ao uso de arma de fogo.

"O início da ação foi uma conversa. Depois houve luta corporal. O rapaz se aproximou dos policiais, foi utilizado o taser e, ao final, acabou sendo necessário o uso da arma de fogo", relatou o tenente-coronel Tales Américo Osório, comandante do 20º BPM.

Os dois policiais — um homem e uma mulher — não tiveram os nomes divulgados. Ambos foram realocados para funções administrativas. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado, e as imagens registradas pelas câmeras corporais já estão sendo analisadas.

A Polícia Civil também apura o caso. O delegado Carlos Assis, responsável pela investigação, declarou de forma preliminar que houve "uso moderado da força", citando o emprego da arma não letal antes do disparo fatal.

A família, entretanto, contesta a versão da polícia. A mãe da vítima, Evolmara Vargas, disse que chamou ajuda para conter o filho em surto, mas não esperava um desfecho trágico.

"Chamei ajuda, não para matarem meu filho. E foi o que aconteceu. Atiraram no rosto dele. Não sei quantos tiros. Era um guri jovem", desabafou.

A perícia ainda deverá confirmar a quantidade de disparos que atingiram Herick. A investigação segue em andamento para apurar se houve excesso na conduta policial.

Com informações: G1

Porto Alegre 24 horas
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