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Operação tenta prender supostos milicianos na zona oeste do Rio

Até o início desta tarde, cinco pessoas haviam sido localizadas e detidas, entre elas um cabo da Polícia Militar

9 jul 2020
17h44
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Operação tenta prender supostos milicianos na zona oeste do Rio
Operação tenta prender supostos milicianos na zona oeste do Rio
Foto: Pollicia Civil do Rio de Janeiro/Facebook / Estadão

RIO. A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) promoveram, na manhã desta quinta-feira, 9, uma operação para tentar prender 16 pessoas acusadas de integrar uma milícia que atua em bairros da zona oeste do Rio. Até o início da tarde, cinco haviam sido localizadas e detidas, entre elas um cabo da Polícia Militar que atua no programa Centro Presente, responsável pelo policiamento do centro da capital, e segundo a investigação seria o vice-líder da quadrilha. Também são cumpridos 51 mandados de busca e apreensão.

As investigações começaram a partir da morte de Marcus Vinícius Calixto, assinado em 2018, em Vargem Grande (zona oeste). Escutas telefônicas realizadas com autorização judicial durante a investigação revelaram que ele foi morto por contrariar interesses de um grupo de milicianos que atua no bairro e cujo líder, segundo o MP-RJ, é o capitão da PM Leonardo Magalhães Gomes da Silva, conhecido entre os comparsas por capitão Leo. Os investigadores identificaram também a participação do cabo Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro, que seria responsável por garantir a proteção dos demais integrantes da milícia. Ele foi preso.

"A principal diferença dessa organização criminosa é que, além de cometerem os crimes tradicionais de milícia, como extorsões, ameaças e homicídios, eles também praticam o crime de tráfico de entorpecentes", afirmou o delegado Antônio Ricardo Nunes, que participou da operação, chamada Porto Firme.

O grupo é acusado por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa, e atua na região de Vargem Grande e Vargem Pequena. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da capital, a pedido do MP-RJ.

O Estadão procurou representantes dos policiais militares acusados de integrar essa milícia, para que se manifestassem sobre a acusação, mas não localizou ninguém até a publicação desta reportagem.

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