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Nove professores são agredidos em Porto Alegre em duas semanas

Docentes foram atacados por familiares de alunos e acionaram a polícia. Profissionais cobram medidas de segurança do governo

8 nov 2018
23h34
atualizado em 9/11/2018 às 12h43
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PORTO ALEGRE - Casos de professores agredidos por alunos em escolas das redes municipal e estadual de Porto Alegre têm se tornado frequentes. Em apenas duas semanas, nove docentes foram agredidos dentro do local de trabalho. O caso mais recente ocorreu nesta quinta-feira, 8, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint Hilaire, no bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital. Descontrolada, a mãe de uma aluna agrediu fisicamente cinco professores da instituição além de insultá-los verbalmente e fazer ameaças.

O motivo das agressões, de acordo com o diretor da escola, Angelo Alexandre Marcelino Barbosa, é que a filha da mulher teria sido impedida de participar de um passeio da turma por não ter pagado o evento até a data prevista, tampouco ter entregado a autorização assinada pelos pais. Inconformada, a mãe da aluna foi até a escola, na tarde desta quarta, 7, tirar satisfação dos professores. Ela atirou mesas e cadeiras contra os docentes, além de dar tapas e arranhar os professores. A agressora foi detida pela Brigada Militar e conduzida para a Polícia Civil para prestar depoimento. Nesta quinta, as aulas foram suspensas na escola.

Na terça, uma diretora da Escola Estadual Vera Cruz, no bairro Glória, zona sul da capital gaúcha, foi agredida pela mãe de dois alunos. A responsável pela instituição, que levou "unhadas" e tapas da agressora, registrou um boletim de ocorrência na delegacia de polícia. A diretora afirmou que foi atacada após cobrar da mãe pontualidade para buscar os dois filhos que estão matriculados na instituição. No dia seguinte, as aulas foram suspensas.

No fim do mês passado, uma professora foi agredida pela irmã de um estudante da Escola Municipal Grande Oriente do Rio Grande do Sul, no bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre. A servidora, que teve os dentes quebrados, foi atacada em frente à instituição de ensino depois de convocar os alunos para a sala de aula. Já no dia 24 de outubro, outra docente, que leciona na Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima, na Lomba do Pinheiro, foi alvo de socos e pontapés desferidos pela irmã de um estudante, que é ex-aluna do colégio.

Pais, professores e alunos têm cobrado medidas de segurança dos governos estadual e municipal, por meio de protestos das comunidades em frente às escolas realizados durante a semana. O Estado mostrou nessa quarta que o Brasil caiu para último em ranking que mede prestígio dos professores.

Estadão Conteúdo

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