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MP de Minas estuda ir à Justiça para desativar barragens

Superintendente do Ibama classificou estruturas existentes como 'espadas penduradas sobre nossas cabeças'

8 fev 2019
03h12
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BELO HORIZONTE - A promotora Andressa Lanchotti, que lidera a força-tarefa de investigação sobre o desastre de Mariana, disse que o Ministério Público de Minas estuda adotar medidas judiciais para garantir o descomissionamento (a desativação) de barragens que possam trazer algum risco à população ou ao ambiente.

"Antes de Brumadinho, eu diria que não haveria nenhuma chance de uma medida assim ser acolhida, tanto que houve muita dificuldade para acolhimento das liminares de proibição de alteamentos à montante e construção à montante (no passado). Não havia esse sentimento, até da opinião pública, da necessidade de mudança e de aprimoramento imediato."

"Não basta só descaracterizar as barragem (como foi determinado pela Secretaria do Meio Ambiente de Minas), mas tem de descomissionar, para deixar de ser um risco às pessoas e ao ambiente", complementou ela, em entrevista coletiva sobre a reapresentação do projeto de lei Mar de Lama Nunca Mais à Assembleia Legislativa.

Presente ao mesmo evento, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas, Julio Cesar Dutra Grillo, afirmou que essas barragens já existentes são "uma espada pendurada sobre nossas cabeças". Para ele, não são somente as estruturas à montante (como as que romperam em Mariana e Brumadinho) que têm de ser descomissionadas, mas todas as de rejeito que tenham potencial de dano. "Todas as barragens de rejeito construídas no processo de hoje correm risco de rompimento", afirmou ele.

Estadão
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