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Morre aos 64 anos Lie Liong Khing, ex-gerente da Agência Estado

O indonésio radicado no Brasil desde a infância participou do desenvolvimento e implementação de produtos na organização entre 1980 e 2000. Ele estava internado em decorrência da covid-19

27 abr 2021
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Morreu nesta terça-feira, 27, em São Paulo, em decorrência da covid-19, Lie Liong Khing, de 64 anos. O indonésio radicado no Brasil desde os 2 anos de idade foi gerente na Agência Estado, onde trabalhou por 20 anos nas décadas de 1980 e 1990, e seguia atuando em uma empresa própria desde então.

Khing estava internado há 25 dias por causa do novo coronavírus. Há 15 dias precisou ser intubado e não resistiu a complicações da doença na madrugada desta terça-feira. O sepultamento ocorreu no Cemitério Parque do Carmo, na zona leste da capital paulista. Amigos e parentes lamentaram o falecimento do homem cuja principal característica era a generosidade.

Ele participou do início do serviço de videotexto na Agência Estado, na era pré-internet. O serviço oferecido pela Telesp consistia na transmissão de informações pela infraestrutura da rede telefônica com exposição por meio de televisores. "O Estadão foi um dos precursores no videotexto, era muito forte, e começou com ele (Khing)", conta Roberto Carlos dos Santos, editor assistente do Estadão Conteúdo, colega de trabalho da época.

Khing participou também da elaboração dos chamados papers, resenha noticiosa transmitida por fax e que acompanhava a tendência surgida com o jornal americano The New York Times. Com formação na área da Arquitetura, ele cresceu no ramo da tecnologia voltada às publicações. Nos anos 2000, criou com sócios a SKC, que seguia atuando em contato com edições, por exemplo, da Panini.

"Ele sempre foi muito dedicado ao trabalho. Gostava de fazer tudo com excelência e tinha prazer em fazer isso. Como filho, me sinto muito grato e privilegiado por tudo que ele pôde nos dar", disse um dos filhos de Khing, o gerente de tecnologia André da Costa Lie, de 36 anos.

Sempre sorridente e de personalidade aprazível e generosa, Khing trazia alto astral para o ambiente, definiu Santos, que teve a formação na área de jornalismo incentivada pelo amigo. "A palavra principal para defini-lo é generosidade. Pessoa sorridente e delicada no trato", relembra o colega em relação ao antigo chefe.

Generosidade essa que esteve presente quando Khing decidiu doar um rim para a irmã, que passava por problemas renais. O transplante permitiu que ela vivesse sem complicações por sete anos, tendo falecido no ano passado. Nos últimos tempos, estava auxiliando na recuperação de um outro parente quando foi acometido pela covid-19.

"Ele sempre foi uma pessoa que se preocupava com os outros e dizíamos para se preocupar com ele também. Ele gostava de cuidar. Era muito paciente e tranquilo, viveu com equilíbrio com a minha mãe. Nos dá algum conforto pensar nessa excelente pessoa que ele foi", disse o filho André. Khing deixa a esposa, Iranilda, com quem estava casado havia 37 anos e a quem chamava de Dona Ira, além dos filhos André, de 36 anos, e Daniel, de 32 anos, e do neto Théo, de 5 anos.

Estadão
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