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Incêndio com gás tóxico em Santos leva até bombeiros ao hospital

Sessenta e duas pessoas tiveram de deixar suas casas após galpão com fosfeto de alumínio pegar fogo em Santos

8 out 2018
12h44
atualizado às 21h26
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SÃO PAULO - Um galpão de uma marcenaria pegou fogo em Santos, no litoral paulista, na madrugada desta segunda-feira, 8, e causou o vazamento de um produto tóxico. No local estavam armazenadas, em garrafas, duas toneladas de fosfeto de alumínio. Sessenta e duas pessoas que moram perto do local das chamas foram retiradas de suas casas e levadas à Santa Casa da cidade.

Segundo Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos, o incêndio começou à meia-noite e somente às 4 horas o responsável pelo galpão informou que havia produtos químicos no local. A carga pertencia a uma empresa que faz controle de pragas em porões de navios. Em contato com a água, o fosfeto de alumínio libera o gás fosfina, altamente tóxico.

O incêndio ocorreu rna ua Dr. Cochrane, no Paquetá, em Santos, litoral de São Paulo
O incêndio ocorreu rna ua Dr. Cochrane, no Paquetá, em Santos, litoral de São Paulo
Foto: Defesa Civil de Santos/ Divulgação / Estadão

Entre as 62 pessoas levadas à Santa Casa, havia 14 crianças. Seis vítimas ficaram em observação, mas tinham quadro estável nesta segunda. Vinte e oito bombeiros que atuaram no combate às chamas também foram levados ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, para uma avaliação preventiva, e foram liberados.

Gravidade

"É bastante grave a intoxicação por esse gás", diz o clínico geral da Santa Casa de Santos, Silas Oliveira. Se inalado em grande quantidade, ele pode causar fraqueza, náuseas, falta de ar, diarreia, convulsões e até evoluir para parada respiratória. Quem atende pacientes que entraram em contato com a substância, diz Oliveira, deve usar proteção respiratória.

No início da noite desta segunda, a Rua Doutor Cochrane, onde ocorreu o incêndio, continuava interditada e o imóvel atingido permanecia isolado para que os produtos químicos fossem completamente retirados.

Os moradores retornaram às casas. Como não havia mais fogo ou fumaça, o risco de inalação de gás tóxico foi descartado pela Defesa Civil. A previsão é de que o restante dos produtos seja retirado nesta terça.

Estadão

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