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Governo avalia forma de recompor veto em orçamento da vacina nacional

Ao sancionar o orçamento, o presidente Jair Bolsonaro vetou R$ 200 milhões que seriam usados no desenvolvimento do imunizante contra covid-19

3 mai 2021
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BRASÍLIA - O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que o governo estuda como recompor o orçamento para a produção da vacina brasileira. Como mostrou o Estadão, ao sancionar o orçamento, o presidente Jair Bolsonaro vetou R$ 200 milhões que seriam usados no desenvolvimento da vacina contra covid-19 "100% brasileira" anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

"O corte à produção não estava explícito no veto. Estão em estudos procedimentos para recompor dotações. A produção de vacina brasileira é um assunto prioritário, temos alternativas", afirmou.

Durante participação na comissão temporária da covid-19, Rodrigues disse que a vacinação é prioritária e ajuda na recuperação econômica.

Desagravo

De saída do cargo após embates com o Legislativo e dentro do governo por conta da lei orçamentária de 2021, Rodrigues aproveitou seu último compromisso público no posto para fazer um desagravo.

Ameaçado desde setembro - quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que daria "cartão vermelho" ao secretário por conta de estudos para criação de um programa de renda básica que tiraria recursos de aposentadorias -, o secretário negou que tenha sido demitido.

"Fui surpreendido por um vazamento mal endereçado de que o ministro Paulo Guedes teria demitido o secretário Waldery Rodrigues. Não foi uma demissão, não existe isso", afirmou. "Conversei com o ministro em dezembro que haveria possibilidade de sair, foi um pedido pessoal meu".

Rodrigues, que será substituído pelo atual secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, deu a entender que ainda não aceitou o convite de Guedes para permanecer na pasta como assessor especial do ministro. "Estou conversando com o ministro, tenho minha questão pessoal revelada em dezembro. O jogo continua, a equipe [da Economia] é forte e bem formatada", completou.

Na audiência, Rodrigues defendeu a continuidade da agenda de reformas e disse, sem dar mais detalhes, que o governo tem "no prelo" três medidas provisórias com ações para o fortalecimento do mercado de capitais.

Rodrigues ressaltou ainda a necessidade de manter a austeridade fiscal para garantir a execução de políticas sociais. "Precisamos cuidar das contas públicas para que políticas sociais sejam bem suportadas", afirmou.

De acordo com dados divulgados pelo secretário, o impacto primário de medidas relativas à pandemia somam R$ 16,6 bilhões até o dia 01 de maio. A previsão é que esse impacto chegue a R$ 86,5 bilhões neste ano.

Estadão
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