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Empresa é acusada de desviar mais de R$ 2 milhões da compra de remédio de câncer de menina de 11 anos

Yasmin tem um tumor conhecido como Neuroblastoma e precisa de tratamento com dois remédios importados

17 jun 2024 - 09h33
(atualizado às 10h01)
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Yasmin, de 11 anos
Yasmin, de 11 anos
Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo

A empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli, com endereço registrado em Joinville, Santa Catarina, é acusada de desviar R$ 2,5 milhões da compra de remédio de câncer de uma menina de 11 anos. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo, exibido no domingo, 16.

A garota Yasmin tem um tumor conhecido como Neuroblastoma desde os cinco anos e precisa de tratamento com dois remédios importados. Como os medicamentos custam cerca de R$ 2,5 milhões, a família da menina entrou na Justiça para que o estado do Paraná comprasse os remédios.

De acordo com a emissora, três orçamentos foram feitos para a Justiça pelo escritório Bandeira Advogados, em Foz do Iguaçu (PR), e o melhor preço foi o da Blowout. No entanto, conforme contou a delegada que investiga o caso, Thais Regina Zanatta, a empresa contratou uma segunda importadora, a LH Comércio de Medicamentos Limitada, para adquirir os medicamentos e levá-los até a menina.

Yasmin só recebeu uma ampola do Danyelza. Ainda faltam cinco ampolas desse medicamente. Já o outro, o Leukine, somente 10 caixas, das 60 que o tratamento exige, foram entregues. E de um remédio genérico e com vencimento para junho de 2024.

A polícia de Cascavel pediu o bloqueio das contas das duas empresas. Segundo a delegada, os proprietários de ambas têm passagem policial pelo crime de estelionato.

"Inicialmente, estão sendo apurados os crimes de estelionato, uma possível adulteração de medicamento, porque a gente não sabe que circunstâncias que aconteceram essa importação dessa medicação. Também o crime de organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, essas penas podem chegar até 40 anos de prisão", disse a delegada.

À emissora, a defesa do dono da Blowout, Polion Gomes Reinaux Gomes, afirmou que a empresa não tem ligação com a importadora e que "todos os eventos para a aquisição dos medicamentos foram documentados nos autos, inclusive com contrato, notas fiscais e fechamentos de câmbio."

Em nota, a LH informou que a Blowout solicitou a aquisição de apenas duas unidades do produto Naxitamabe (nome científico do Danyelza) e o genérico do Leukine, totalizando 12 unidades. A empresa ainda ressaltou que a Blowout não efetuou os pagamentos corretamente e isso atrasou a entrega dos remédios.

Na última sexta-feira, 14, a Blowout entregou um documento à Justiça propondo devolver o dinheiro em 18 prestações. Um dia antes, eles também afirmaram que os medicamentos serão entregues.

Fonte: Redação Terra
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