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Donos de bares e baladas falam em fechar mas pedem ajuda

Associação da Noite e do Entretenimento Paulistana, que conta com 129 associados, se propõe a continuar pagando funcionários e fornecedores, mas diz que precisa de prorrogação do pagamento de contas, além de uma nova linha de crédito

17 mar 2020
23h32
atualizado em 18/3/2020 às 08h32
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Proprietários de estabelecimentos de lazer e alimentação da cidade de São Paulo se propuseram a suspender voluntariamente as atividades, a fim de evitar a propagação do novo coronavírus. Mas, como forma de garantir a saúde financeira dos negócios, os empresários pediram a suspensão de contas e de taxas municipais e estaduais enquanto durar a quarentena.

Associação da Noite e do Entretenimento Paulistana (Anep)diz que precisa de ajuda financeira do Estado e da Prefeitura de São Paulo para entrar em quarentena
Associação da Noite e do Entretenimento Paulistana (Anep)diz que precisa de ajuda financeira do Estado e da Prefeitura de São Paulo para entrar em quarentena
Foto: Ronaldo Rinaldi/ Reprodução / Estadão Conteúdo

Em uma carta destinada ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e ao prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), a Associação da Noite e do Entretenimento Paulistana (Anep) - que conta com 129 associados - disse que "diante de uma pandemia dessa gravidade, a única resposta possível é coletiva".

A primeira demanda dos empresários foi a de um decreto editado pelo governo que obriga os estabelecimentos a fecharem as portas pelo prazo de duas semanas.

E, para não "sobrepenalizar" os negócios, a Anep pede a suspensão do vencimento das dívidas e parcelamentos estaduais e municipais no período. Eles pedem, inclusive, o prorrogamento pelo mesmo período.

Além disso, eles pedem uma nova linha de crédito por meio do Sebrae e do Desenvolve SP para que os estabelecimentos minimizem suas eventuais perdas de estoques e outras despesas, já que eles se propuseram a também a continuar pagando os funcionários e fornecedores.

Procurados pela reportagem, Estado e Prefeitura não responderam se estão abertos a negociações.

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Estadão
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