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Como foi o acidente perto do Campo de Marte, segundo testemunhas

Avião saiu do aeroporto na zona norte em direção a Jundiaí, mas caiu pouco depois de decolar

30 nov 2018
21h20
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Um avião de pequeno porte caiu após decolar do aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, na tarde desta sexta-feira. Dois ocupantes morreram e 11 pessoas ficaram feridas. Uma casa foi atingida e outras duas ficaram danificadas.

Testemunhas que presenciaram o momento da queda contaram o que viram ao Estado. Veja os relatos:

'Levantou aquela bola de fogo'

O atendente de loja Rafael dos Santos, de 25 anos, estava no portão de casa quando ocorreu a queda. Segundo ele, não estava chovendo na hora do acidente. "Vi ele (avião) passando, passou muito rápido, aí embicou e levantou aquela bola de fogo e de fumaça preta."

Segundo ele, havia pelo menos dois homens no caminhão de lixo que estava perto do local e que acabou carbonizado. Imagens feitas por Santos no celular mostram que a queda criou pequenos focos de incêndio na rua. "Nunca vi nada assim."

'Veio muito rápido em cima de nós'

O motorista de aplicativo Selmo Eugênio da Silva, de 44 anos, levava um passageiro da Barra Funda, na zona oeste, até Santana, na zona norte, no momento da queda da aeronave. "Não sei como consegui escapar daquele incêndio, veio muito rápido em cima de nós", disse. Segundo Silva, o carro estava parado no farol quando foi atingido.

"Pensei que um carro tinha batido atrás. O passageiro saiu, passando por cima de mim. Tentei sair e não conseguia. Apertei o botão do cinto, daí saí de dentro (do carro)." Silva queimou parte do braço e foi atendido no local.

'Teve correria para ver, tirar fotos'

"Vi ele (avião) passando bem baixinho e, depois, teve a explosão. Deu um barulho alto, saiu fumaça preta na hora, ficou um cheiro de fumaça", disse o frentista Francimar Tomé da Silva, de 47 anos. "Teve correria para ver, tirar fotos. Tinha pessoa gritando, dizendo corre, corre, para sair fora, gritando para sair."

'Levantou voo e perdeu potência'

O arquiteto Vainer Ragusa, de 50 anos, passava pela Avenida Brás Leme, após sair de uma consulta médica, quando testemunhou a queda da aeronave. "Estava no farol da Brás Leme, no sentido Santana. Vi que o avião levantou voo e perdeu potência, começou a baixar e caiu entre a rua e uma casa", conta. Segundo Ragusa, a aeronave atingiu carros. "Estava a uns 200 metros e senti o calorão. Foi muito feio."

'Achei que fosse um daqueles caças que fazem show'

A estudante de moda Victória Piccinn, de 19 anos, saía do edifício de 10 andares em que mora quando o avião caiu. "Passou raspando na torre A do Campo de Marte. Estava no celular com um amigo e falei 'nossa, quase arrancou um pedaço do prédio'. Passou fazendo tanto barulho que achei que fosse um daqueles caças que fazem show." Segundo ela, houve um clarão após a queda e o avião era branco e azul. "Quando passamos aqui, já tinha muito fogo", disse Victoria.

'Deu para sentir o calorão'

Moradores de uma casa atingida pelo avião, os aposentados Neusa e João Bovolenta, de 73 e 83 anos, estavam assistindo televisão na sala de estar de casa no momento do acidente. "A gente estava conversando aí 'tum'. Eu estava de costas para a janela, aí estourou tudo, foi caindo tudo", conta a aposentada.

"Começou a vir uma fumaça preta, entrou pelo portão." Por causa das escadas, o casal não gosta de utilizar o segundo andar do sobrado, em que vive há 26 anos. Eles saíram pela cozinha e pegaram o corredor para os fundos, onde mora uma neta. "Deu para sentir o calorão. Abri tudo. Ele (o marido) pegou uma mangueirinha e começou a jogar água (da casa da neta)." /PRISCILA MENGUE, RENAN CACIOLI e JÚLIA MARQUES

Estadão
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