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Com sinal de alerta ligado após aumento de casos de covid-19, Paes amplia restrições no Rio

Prefeito vê aumento de notificações de pacientes sintomáticos nas Unidades de Pronto Atendimento desde o final de semana

4 mar 2021
09h51
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RIO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), afirmou na manhã desta quinta-feira, 4, que a adoção de novas medidas restritivas na cidade a partir de sexta está sendo tomada por "precaução". O motivo, segundo ele, foi o aumento de notificações de pacientes com sintomas de covid-19 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) a partir do último final de semana.

"Nas unidades lá da ponta nós começamos a ter mais pessoas aparecendo com sintomas de covid-19. Não são dados confirmados (oficialmente), mas é um dado que liga o nosso sinal de alerta", declarou Paes. "O objetivo aqui é nos antecipar. Temos evidências científicas, não é achismo do prefeito."

Paes disse que solidariza com os comerciantes, e justamente por isso que está limitando horários e ocupações agora. "É para evitar o lockdown. Tudo o que eu não quero fazer é fechar a cidade inteira", comentou. A cidade do Rio de Janeiro já teve 18.992 mortes por covid-19 em dados atualizados na quarta-feira, 3.

Apesar das novas medidas restritivas, o prefeito garantiu que não há superlotação nos hospitais ou explosões de casos de covid-19 no Rio. "É uma medida de zelo", disse. "A gente quer evitar que se repita em 2021 o genocídio de 2020 que nós tivemos no Rio de Janeiro. Por exemplo, temos a metade dos habitantes da cidade de São Paulo, mas em 2020 morreu mais que o dobro aqui no Rio de Janeiro."

Sobre isso, o prefeito se disse preocupado com a situação grave da pandemia em outros estados. "Não somos uma ilha", ponderou. Ele insistiu que os dados no Rio ainda são bons, mas que o aumento de casos em outros locais preocupa, sobretudo o avanço das novas cepas do coronavírus. "Deus queira que não chegue (ao Rio), mas temos que ajudar Deus aqui embaixo".

RESTRIÇÕES

Segundo o decreto publicado no Diário Oficial do Rio nesta quinta-feira, as novas medidas restritivas passam a valer a partir das 17h de sexta-feira, 5. Elas irão vigorar, inicialmente, até o próximo dia 11. São elas:

  • Proibição de permanência das pessoas nas vias, áreas e praças públicas do município entre 23h e 5h - é possível, porém, circular.
  • Proibição de qualquer atividade comercial e de prestação de serviço nas praias e na orla marítima - as praias, porém, podem ser frequentadas.
  • Proibição de eventos, festas e atividades transitórias em áreas públicas e particulares, incluindo-se as rodas de samba;
  • Proibição do funcionamento de boates, casas de espetáculo e congêneres;
  • Proibição de feiras especiais, feiras de ambulantes e feirartes - feiras alimentícias, porém, podem funcionar.
  • O horário de funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes e congêneres, para o atendimento presencial de qualquer natureza, fica restrito ao período entre 6h e 17h com a circulação de público limitada a 40% da capacidade instalada, incluindo-se aqueles que funcionam no interior de shoppings e centros comerciais.
  • As demais atividades econômicas com atendimento presencial ficam autorizadas a funcionar no horário compreendido entre 6h e 20h, ficando a circulação de público limitada a 40% da capacidade instalada.

Serviços assistenciais de saúde e de assistência veterinária, farmácias, postos de combustíveis, a cadeia de abastecimento e logística, o transporte de passageiros, os serviços de entrega em domicílio e os trabalhadores de atividades que não admitam paralisação poderão operar normalmente. As escolas também poderão funcionar.

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Estadão
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