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Com bike na rotina há 10 anos, pedido é por mais ciclovias em SP

Aline Cavalcante também alerta para os perigos enfrentados pelos ciclistas na cidade, especialmente as mulheres

20 set 2019
13h41
atualizado às 14h05
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SÃO PAULO - Aos 33 anos, Aline Cavalcante incluiu de vez o uso da bicicleta em sua rotina há 10 anos. A vantagem de morar relativamente perto do trabalho a levou a mudar sua forma de se locomover e transformar em hábito as pedaladas diárias em São Paulo.

"Eu queria juntar dinheiro, economizar. Eu não tinha noção de quanto o carro tem impacto negativo na nossa vida. Não só na economia, mas na cidade. A poluição do ar, violência no trânsito."

Além da bike, a gestora de projetos usa o transporte público com frequência, mas como segunda opção.

Os trajetos do dia a dia nem sempre são uma boa opção para a ciclista que escolhe outros atalhos, por falta de segurança.

"Já deixei várias vezes de fazer alguns caminhos por medo de ser assaltada, por medo de violência contra o meu corpo, e a bicicleta - ela é bem mais vulnerável no trânsito. E o fato de ser mulher, numa cidade que não respeita os veículos mais frágeis como pedestre e ciclista, acaba acumulando essas fragilidades."

Hoje, Aline é mãe, o que para ela torna esse desafio diário um pouco mais desafiador.

"Acho que tem muita coisa que tem que ser feita. Para que de fato o ato de andar de bicicleta, andar a pé, seja cada vez mais acolhido na cidade, seja cada vez mais bem-vindo, precisamos continuar pressionando para que os governos continuem avançando com essa agenda, continuem construindo ciclovia."

Estadão
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