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Com 37,1 ºC, cidade de São Paulo tem recorde de calor do ano e 2ª maior marca da história

Medições pelo Inmet na capital paulista começaram em 1943. Temperatura é ainda a maior para um mês de setembro em toda a série histórica. Mais calor é esperado nos próximos dias

30 set 2020
16h57
atualizado às 18h16
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SÃO PAULO - A temperatura máxima de 37,1 ºC registrada na estação do Mirante de Santana na tarde desta quarta-feira, 30, é a mais elevada do ano na cidade de São Paulo e a segunda maior desde o início das medições pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943. A marca é também a maior já registrada em um mês de setembro no período.

Veja a lista dos recordes de temperatura na cidade de São Paulo

  1. 37,8 ºC em 17 de outubro de 2014
  2. 37,1 ºC em 30 de setembro de 2020
  3. 37ºC em 20 de janeiro de 1999
  4. 36,7 em 19 de janeiro de 1999
  5. 36,7 em 21 de janeiro de 1999

A temperatura desta quarta-feira só fica atrás dos 37,8 ºC registrados em 17 de outubro de 2014. A expectativa é que a temperatura continue subindo rapidamente, atingindo a casa dos 38 ºC na capital paulista nesta quinta-feira, 1º, e sexta-feira, 2. Os dias terão muito calor e baixa umidade relativa do ar, que ficará em torno de 20%.

"Se isso se confirmar, esta será a maior temperatura já registrada desde 1943, quando começaram as medições oficiais do Inmet. O recorde histórico de calor atual na cidade de São Paulo ocorreu em 17 de outubro de 2014, quando a máxima chegou a 37,8ºC", disse a Climatempo.

Ainda segundo o Inmet, no interior paulista são esperadas temperaturas acima dos 42°C até a sexta-feira, com umidade podendo ficar abaixo de 12% em algumas cidades do Estado de São Paulo, o que é considerada situação de emergência.

O fenômeno é consequência da massa de ar seco e quente que cobre o Brasil central e gera uma gigante bolha de ar quente, as chamadas cúpulas de calor ou "heat dome". A área de alta pressão em altitude gera movimentos de descida na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação.

O meteorologista Marcelo Schneider, coordenador regional do Inmet São Paulo, disse ao Estadão nesta terça-feira, 29, que o bloqueio atmosférico "seca" a umidade da superfície e causa o aumento da temperatura.

Nas regiões da capital em que há incidência das ilhas de calor, fenômeno climático que ocorre a partir da elevação da temperatura de uma área urbana, a elevação da temperatura pode ser ainda mais desconfortável. "Em locais onde não tem arborização, áreas verdes, não têm a umidade das plantas, então o solo aquece a superfície e a temperatura aumenta mais. Serão três dias de muito calor aqui, e com pouca umidade parece que o calor queima a pele, é aquele calor abrasivo". /COLABOROU LARISSSA GASPAR

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Estadão
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